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Investigador destaca vida dedicada à Polícia Judiciária Civil



Luciene Oliveira | PJC-MT


A carreira do investigador Fernando Augusto Bezerra, 56 anos, daria um livro de tantas histórias policiais que vivenciou e crimes de grande repercussão que trabalhou na elucidação ao longo de 30 anos como policial civil. O investigador é um dos 83 servidores, que serão homenageados com a entrega de Medalhas do Mérito Policial, nas comemorações do aniversário de 174 anos da Polícia Judiciária civil de Mato Grosso, que acontecerá no dia 6 de maio, no auditório da sede das Promotorias, em Cuiabá.

O policial, que se aposentou em março de 2016, receberá a medalha na categoria Ouro. Para ele, a homenagem representa reconhecimento por tudo que viveu na atividade policial.  “É minha vida inteira na polícia e família. Até hoje meu coração  sente muitas emoções. Foi uma alegria para mim ter ajudado muitas famílias a ter seus entes de volta em casa”, disse emocionado Fernando.

Fernando ingressou na Polícia Judiciária Civil na década de 80, quando ainda nem havia concurso e os candidatos eram indicados ao secretário de segurança pública por pessoas influentes, como políticos. “Quando entrei, a Polícia Civil era tão precária que nem arma tinha. Os antigos falavam assim, ‘tá’ vendo aquele cara armado ali. Vai lá e prende. A gente prendia, tomava a arma e levava para a delegacia, que fazia a apreensão e depois, com autorização do Fórum e do Exército, essa arma era depositada para você”, conta.

Na época, recorda Fernando, eram poucas as armas e somente os modelos carabina, revólver 38 e a espingarda 12, de uso da unidade. “Minha primeira arma eu apreendi da mão de um bandido, que depois foi acautelada a mim”, contou.


Ser policial, segundo ele, era por amor mesmo, coisa que está no sangue, porque o salário “não era assim ruim, mas também não era excelente”, e os meios para o desempenho da função, quase inexistentes. Fernando lembra que as investigações eram feitas com veículos apreendidos, porque só tinha uma viatura em sua delegacia, modelo Jipe com gaiola atrás. “A gente trabalhava com muita garra, usava esses carros apreendidos descaracterizados. Depois veio a Veraneio, Paratis e isso foi um grande avanço. Tinha também o Fusca”, recorda.

Para o policial, a Polícia Civil começou a melhorar a partir do governo Carlos Bezerra, em 1986, quando novos equipamentos foram adquiridos, como armamentos.

Fernando Bezerra foi efetivado como investigador de polícia, no primeiro concurso da Polícia Civil. Orgulhoso mostra o certificado de conclusão do 1ª Curso de


Formação para Agente Policial, em 8 de dezembro de 1986, assinado pelo então secretário de Segurança Pública, delegado Aldemar Araújo Guirra, pelo diretor da Academia, Eugênio Mario Recife, o diretor do Departamento de Polícia Técnica, Júlio César Moreira Silva.

Sua primeira unidade policial foi a 1ª Delegacia Central de Polícia. Depois passou pela Delegacia de Vigilância e Capturas, a Polinter; Divisão de Transportes; Delegacia de Roubos e Furtos; Coordenadoria de Informações e Operações Policiais (CIOP); a antiga Divisão Antissequestro (DAS); Divisão de Operações Especiais (DOE), que hoje é o GOE; retornou novamente Divisão Anti-Sequestro e presenciou as mudanças na nomenclatura da unidade, que passou a se chamar  Gerência de Repressão a Sequestro e Investigações Especiais (GRSIE), e, atualmente, é a Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO).

Casos de sucesso

Na Divisão Anti-Sequestro (DAS) trabalhou 12 anos e foi lá que participou das investigações mais importantes de sua carreira e também para a Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso. Na Antissequestro passou a maior parte de sua carreira policial e teve sua vida marcada enquanto policial e pai de família.


Nas muitas investigações bem sucedidas, o policial cita o sequestro e morte do casal, Raimundo Nonato Ferreira de Souza, 46, e Liliane Gois Saldanha, 25 anos, ocorrido em 18 de outubro de 2010, no município de Pontes e Lacerda (448 km a Oeste).

O motivo do sequestro foi o prêmio de mais de R$ 1,4 milhão, que Raimundo Nonato tinha ganhado na Quina da loteria federal. O filho do casal, um menino, na época, com 1 ano e seis meses também foi sequestrado. Ele foi resgatado pela Gerência de Combate ao Crime Organizado.

O casal foi morto e o menino ficou em poder dos bandidos até o dia 31 de janeiro de 2011, quando foi libertado pelo GCCO, que prendeu quatro acusados de envolvimento no sequestro, três em Mato Grosso e um no Estado de Rondônia pela Polícia Civil daquele Estado. O quinto suspeito, apontado como o líder da quadrilha, foi preso em Minas Gerais, em fevereiro de 2012.

“Esse fato me marcou muito por conta da criança, tão bonitinha que perdeu a mãe e o pai. Foram noites e dias em cima desse caso. Uma coisa que sempre quis era achar o corpo do casal e procurei. Fui lá, devastei o mato, pedi ajuda do Exército, da delegacia da região, não conseguimos achar esses dois corpos. Mas achamos os bandidos, prendemos os caras”, contou Fernando.

Outro caso marcante em sua carreira foi o sequestro do dono da rede de supermercados Big Lar, Jair Ruvieri de Souza, em outubro de 2002. A vítima passou  92 dias em cativeiro e foi resgatada pelos policiais da Divisão Anti-Sequestro, que prendeu um dos bandidos que vigiava seu cativeiro. O sequestro foi considerado o segundo mais longo da história de Mato Grosso. “Começamos do zero. Conseguimos descobrir e prendemos um por um desse sequestro”, disse Fernando.

Fernando também não deixou de mencionar o sequestro do empresário Samir Mikhail Malouf, e de seu motorista Antônio do Prado, em 2000. As vítimas foram libertadas após 40 horas em poder da quadrilha de sequestradores. Outro caso que trabalhou nas investigações foi o sequestro do empresário Antônio Pascoal Bortoloto, 64, dono da rede de lojas de materiais de construção Todimo. O empresário foi liberado no dia 17 de abril de 2009, depois de passar 17 dias em poder dos bandidos.

Memórias impressas

A vida policial de Fernando está impressa em uma apostilha que montou com dezenas de recortes de jornais, cujas manchetes estão investigações exitosas, das quais trabalhou como policial e chefe de operações. São reportagens que mostram grandes apreensões de agrotóxicos, armamentos, apreensão de máquinas caça-níqueis nas investigações da morte do empresário Savio Brandão, e esclarecimentos dos principais e mais complexos sequestros ocorridos em Mato Grosso, como do empresário dono do supermercado Big Lar, da sobrinha do ex-governador e senador Blairo Maggi; ladroes de banco de quadrilhas do Novo Cangaço; homicídios, entre muitos outros.

As ações policiais renderam dezenas de elogios, que faz questão de citar, a exemplo de sua primeira homenagem de honra ao mérito, concedida pelo Exército Brasileiro, em 1985; moções de aplausos da Câmara Municipal de Cuiabá; elogio de famílias de vítimas de sequestro; elogios do secretário de Segurança Pública, Hilário Mozer Neto, em pelo menos quatro ocasiões; e mais elogios da Polícia Civil, da Secretária de Segurança Pública de Mato Grosso, da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Ceará e do Banco do Brasil. 

O policial também participou da novela Ana Raio e Zé Trovão, com cenas gravadas em Chapada dos Guimarães. Ele aparece num capítulo de ação policial do folhetim exibido pela extinta TV Manchete.



Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso
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