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Filha segue os passos da mãe na Polícia Civil


Escrivã e investigadora mostram o poder do exemplo materno na escolha da profissão

Leidiane Montfort | PJC-MT

Com apenas 11 anos de idade, Norrine Keiko Hatakeyama,  vivenciou com encantamento e curiosidade a experiência de ver a mãe se tornar policial civil do Estado de Mato Grosso. A coragem ao enfrentar o machismo dentro e fora de casa e a competência com que exercia suas funções na polícia fizeram com a menina crescesse decidida a seguir os passos da mãe. Hoje aos 27 anos, a investigadora atua na Delegacia Fazendária (Defaz) há pouco mais de um ano. Enquanto, a mãe Bruna Hatakeyama, 42 anos, é escrivã de polícia lotada no Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

A cidade era Nova Xavantina (645 km a Leste), o ano 2001, e a novidade era que Bruna havia acabado de tomar posse na Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso. Por outro lado, ela estava recém-divorciada, já que o ex-marido não via com bons olhos a nova profissão da esposa.

“A sociedade evoluiu muito em 15 anos e a Polícia também. Atualmente, a maioria dos homens já entende a dinâmica dos novos tempos e o papel da mulher em diferentes profissões. Cada dia tende a ser mais natural a escolha de uma mulher em ser tornar policial. Mas não foi sempre assim. Eu tive forças para enfrentar o momento porque enxerguei claramente que devia buscar melhores oportunidades pessoais e condições mais amplas de estudo aos meus 3 filhos. Não me arrependo. Sou uma pessoa realizada como profissional e como mãe”.

Nos primeiros anos de trabalho no interior do Estado o efetivo policial era enxuto. Os relatórios e acompanhamentos de criminosos da região pediam urgência, razão pela qual eram frequentes os dias em que a, então, jovem escrivã levava trabalho para casa. Ainda havia a preocupação de ter a posse e porte de uma arma de fogo em uma casa com três crianças. Como policial e mãe, as tarefas eram numerosas e a responsabilidade redobrada. Por isso, a conversa sempre foi franca com os filhos sobre os cuidados com a segurança de todos, interna e externamente.

Toda a rotina de Bruna era acompanhada de perto por todos os filhos, especialmente, pela mais velha, que em algumas ocasiões acompanhava a mãe à delegacia. “Adorava ir com ela, ficava olhando, reparando tudo. Eu sempre gostei de ir lá, do ambiente, das pessoas. Desde criança eu já sabia que queria ser igual. Sempre quis fazer parte desse universo”, lembra Norinne.

Vocação

Talvez, por essa razão, a mãe não tenha se surpreendido com a notícia da primogênita seguir seus passos na carreira. “Acredito que a profissão policial caminha junto com a de um bom professor. Precisa de vocação. E isso eu enxergo na Norinne. Não basta a minha trajetória como influência. Claro que é um orgulho imenso saber que está seguindo a mesma profissão que eu, descobrir que admira minha história, mas não seria gratificante se não fosse resultado de livre e espontânea vontade dela e, principalmente, se ela não estivesse feliz com isso. Com menos de dois anos de atuação eu já consigo perceber que ela tem sangue de polícia na veia”, avalia Bruna, que tem outra filha de 26 anos e o caçula de 21.

“A minha mãe é para mim um exemplo de excelência policial. Todo lugar que ela já trabalhou só recebo manifestações de elogios à sua postura e aos trabalhos que desenvolve sempre com comprometimento. É também um modelo de pessoa que admiro pelo caráter e pela força que tem. Praticamente criou sozinha meus irmãos e eu. É uma mãe excepcional. Ela é tudo pra mim”, resume Norinne.


Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso
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