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Concessionárias fecham no Estado


A GAZETA

A recessão econômica agrava a situação das revendas de veículos em Mato Grosso. Desde o começo de 2015 até agora são 30 as concessionárias que encerraram as atividades no Estado.

O cenário fez com que 1,2 mil empregos formais fossem extintos no segmento, representando 20% das vagas que eram mantidas até então. A nova realidade é resultado de uma queda de 60% no movimento e no acúmulo de condições adversas em consequência da conjuntura econômica caótica.
Os dados são estimados pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores em Mato Grosso (Fenabrave). Depois das portas fechadas o que se quer saber é por quanto tempo o setor ainda vai aguentar a crise econômica.

A preocupação é do presidente da Fenabrave/MT, Manoel Guedes. Ele relata que entre 2012 a 2015, Mato Grosso deixou de negociar aproximadamente R$ 150 milhões com a venda de carros, motos, ônibus, caminhões e implementos rodoviários.

Se considerada só a participação de automóveis e comerciais leves, o montante corresponde a 76% ou R$ 115 milhões. Mato Grosso possui atualmente 1,5% de market share no mercado nacional.

Isso significa que entre 2012 e 2015, o país deixou de comercializar R$ 10 bilhões com veículos zero quilômetro, sendo que R$ 7,756 bilhões correspondem a carros e comerciais leves. A disparidade se dá porque desde 2012 o varejo automotivo no país vem sofrendo queda nas vendas.

Para se ter uma ideia, naquele ano, o país vendeu, entre carros e comerciais leves, o equivalente a 3,714 milhões de unidades, enquanto que em 2015 o número chegou a 1,8 milhão, baixa de 51,35%. Enquanto em Mato Grosso o encerramento das atividades de concessionárias está em 30 unidades, no país a quantidade totaliza 1,031 mil unidades de janeiro de 2015 até abril deste ano.

O país conta com 6,299 mil lojas em operação, conforme dados da Fenabrave nacional. Em consequência disso foram extintas 16 mil vagas de emprego em todo o país.A auxiliar comercial Raquel Suzane da Silva, 25, há pouco mais de 1 mês recebeu a amarga notícia do desemprego. Ela trabalhava em uma concessionária em Cuiabá, que ainda não fechou as portas, mas que já demitiu 36 funcionários, restando apenas os da área de serviços.

O departamento só se mantém em funcionamento porque precisa prestar assistência obrigatória aos clientes mais recentes, pelo período de pelo menos 1 ano. “Como eu fazia parte da área comercial, já tinha consciência que mais cedo ou mais tarde a demissão iria acontecer”.

A condição teria garantido menor impacto a Raquel na hora que precisou passar no departamento de recursos humanos, já que tinha conhecimento da condição financeira da empresa, e que não haveria mais meios de manter o quadro de funcionários completo.

O presidente da Fenabrave/MT, Manoel Guedes explica que o varejo automotivo se difere dos demais setores varejistas porque possui a divisão entre parte legal, estrutural, pós-venda e funcional. Com isso, dependendo dos contratos ou condições da concessionária ou marca, é necessário permanecer com a oferta de serviços por algum tempo em função dos clientes mais novos.

Outra característica da crise que avança sobre as concessionárias é a falta de mercado para marcas com menor tempo de atuação em Mato Grosso. A situação é complicada para elas porque possuem frota menor que as marcas mais populares e que já estão há mais de 30 anos no Estado.

Um caso recente é o da Lifan Motors. Atuante no mercado mato-grossense desde 2013, possuía 4 representantes sendo duas no interior, uma na Capital e outra em Várzea Grande.

No mês passado foi encerrada a atividade das unidades na Grande Cuiabá, porque o representante devolveu a bandeira para a marca. O responsável pela relação comercial da Lifan, Sidney Levy explica, que um substituto já está em negociação, mas não deu detalhes se a pretensão é de continuar atuando na região ou em outra localidade.

Levy relata que a crise econômica tem intensificado a devolução de bandeiras por parte de concessionárias em todo o país. “A pratica já era comum neste tipo de mercado, já que ninguém é obrigado a permanecer como representante da marca, podendo sair na hora que bem entender”.

Ele avalia que o mercado continua promissor ainda que o país passe por momento difícil, mas que a situação é passageira. Esperança também é o que resta ao diretor-comercial da Águia Caminhões - Sinotruk, Antônio Carlos Oliveira. Há 25 no mercado, ele diz que esta é a crise mais intensa pela qual já passou. “A diferença com outros momentos economicamente difíceis para o país é que agora todos os setores estão padecendo”.

Apesar disso, a expectativa é que já no 2º semestre haja uma reação da economia com a possibilidade de mudança no governo federal. “Precisamos, independentemente de tudo, que o país atraia mais investidores, tecnologia, qualificação e estrutura”.

Enquanto Oliveira não vivencia o que espera, ele precisa conviver com a realidade difícil provocada pela queda de clientes e a redução de 40% do quadro de colaboradores. O presidente da Fenabrave/MT, Manoel Guedes também precisou encerrar a atividade de uma concessionária que mantinha em Várzea Grande. Representante da Citroën, ele atuava no endereço há 6 anos, dentro de uma perspectiva de contrato de 10 anos. “As vendas caíram ao ponto de se tornar insustentável manter a atividade. A sorte foi ter encontrado uma empresa para qual transferimos o contrato de aluguel e assim não precisamos encarar a multa decorrente da rescisão ou ter que continuar pagando pelo local mesmo sem utilizá-lo”.


O presidente diz ainda que sem segurança de crédito, os consumidores ficam receosos de realizar aquisição de veículo e depois não ter mais condições de continuar pagando, em razão de uma eventual demissão. Já os empresários que precisariam renovar a frota, postergam ou adiam esta compra, também por deficiências financeiras e de crédito.
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