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Vídeo mostra Riva confessando existir esquema na AL de MT





G1-MT



Em depoimento à Justiça na sexta-feira (19), uma semana após sair da cadeia, o ex-deputado José Riva afirmou não ter pedido “nem um por cento” de propina no suposto esquema de desvio de mais de R$ 9 milhões da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, que teria ocorrido entre os anos de 2012 e 2014. Vídeos de trechos do depoimento de Riva foram cedidos pela Justiça Estadual e mostram o momento em que o ex-parlamentar confessa a participação no esquema e como o desvio se concretizou.

Essa foi a primeira vez que o ex-deputado assumiu ter participado da fraude e apontou querer contribuir com as investigações. “Eu quero confessar, eu quero contribuir, além de falar até onde vai a minha responsabilidade. Até porque os fatos narrados são meio distorcidos e eu tenho condições de recolocar a verdade”, afirmou, durante depoimento à juíza Selma de Arruda, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá.

O suposto esquema é investigado na operação “Ventríloquo”, que resultou na terceira das quatro prisões cautelares já sofridas pelo ex-parlamentar, quando ele passou pouco mais de um dia preso no Centro de Custódia de Cuiabá, em julho de 2015. Antes, ele já havia sido preso durante as operações “Ararath” (maio de 2014) e “Imperador” (fevereiro de 2015). Na sequência, o ex-parlamentar foi preso novamente devido à operação “Metástase”, passando quase seis meses na prisão (de outubro de 2015 ao último dia (8).

No depoimento prestado na 7ª Vara Criminal, Riva negou ser o chefe de uma organização que funcionava dentro da Assembleia Legislativa e que teria cobrado propina para facilitar o pagamento de uma dívida da Casa de Leis com o Banco Bamerindus, que posteriormente passou a se chamar HSBC.

Segundo o Ministério Público Estadual, o esquema funcionava da seguinte forma: o banco tinha uma dívida de R$ 10 milhões com a ALMT, correspondente a atraso no pagamento do seguro de vida dos servidores – com juros e multas – e fez um acordo para que fosse pago a metade desse valor, ou seja, algo em torno de R$ 5 milhões.

No entanto, o valor pago ao banco em 2013 foi de R$ 9,4 milhões, tendo a instituição devolvido aos envolvidos no esquema o valor sobressalente à dívida cobrada. O dinheiro devolvido seria correspondente, segundo o MPE, à propina cobrada de pouco mais de R$ 4 milhões para facilitar o pagamento, o que o ex-parlamentar negou.

“Eu não pedi nem um por cento. Fui comunicado que já estava feito o acordo e eu não era presidente [da Assembleia]. Eu ainda lembro que referi a ele [advogado do deputado Romoaldo Júnior] e disse que eu não tinha a caneta, que não sabia se isso ia se concretizar, mas que tava fechado”, disse.

Segundo Riva, os deputados Romoaldo Júnior (PMDB), que na época era o presidente da ALMT, e Mauro Savi (PSB), que era o primeiro secretário da Casa, eram os intermediários do esquema. O ex-deputado, por sua vez, não fazia parte da Mesa Diretora do Legislativo.

Nova versão

Nessa nova versão apresentada por Riva, ele teria sido contatado pelo advogado Joaquim Fábio Minelli, que apresentou o esquema montado por Romoaldo e Savi, a fim de conseguir o apoio do ex-parlamentar no esquema.

“Tanto que quando me encontrei com o deputado Romoaldo, ele me comunicou que o acordo com o Joaquim Fábio Minelli com o HSBC ia devolver 45%. Aí eu falei que tava bom e acertou lá. […] E eu vou confessar para a senhora [juíza] que vi que os 45% eram propina e vi quando ele se ofereceu que se eu tivesse alguma conta pra pagar […].”, disse.

Riva ainda pediu à Justiça dez dias para reunir documentos e provas. Ele deverá prestar novo depoimento no dia 20 de maio.

Outro lado


O HSBC afirmou que não irá comentar o depoimento. Já o deputado Mauro Savi negou qualquer participação para desvio de verbas. A assessoria do deputado Romoaldo Júnior informou que o parlamentar está internado com um grave problema de saúde e que, por isso, está incomunicável. Já a defesa de Joaquim Minelli afirmou que ele está colaborando de forma premiada com as investigações.
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