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O vice-governador entra com ação no TJ e pede para MP apurar os fatos



O vice-governador Carlos Fávaro (PSD) protocolou na tarde dessa segunda-feira (11.04), uma interpelação junto ao Tribunal de Justiça para que o prefeito de Rondonópolis, Percival Muniz, seja notificado a prestar explicações sobre declarações que teria realizado a semana passada sobre a formação do Partido Social Democrático em Mato Grosso.

Na ação judicial, Fávaro pede que o prefeito responda sobre supostas afirmações realizadas em um grupo de Whatsapp em que caluniou Fávaro e seu assessor Renancildo Soares França, afirmando que o assessoria estaria “ofertando generosas e polpudas doações financeiras para filiar lideranças no interior do Estado”. A denúncia foi divulgada pelo deputado estadual Max Russi no plenário da Assembleia Legislativa.

O objetivo do vice-governador é conservar e resguardar seus direitos. Fávaro também solicita a apuração dos fatos e se coloca a disposição para que a verdade seja estabelecida. “Não entrei para política para vagabundagem. As informações são irresponsáveis. Apurados os fatos, exijo que seus autores sejam responsabilizados. O novo jeito de fazer política de forma séria, transparente, de diálogo e compromissada precisa ser respeitado. A sociedade não aceita mais a velha política”, afirmou.

Na manhã desta segunda-feira, Fávaro e Renancildo Franca, acompanhados do advogado Álvaro da Cunha Neto, estiveram no Ministério Público Estadual em audiência com o procurador-geral de Justiça, Paulo Prado. Fávaro se colocou à disposição para ser investigado, exigindo que os fatos sejam esclarecidos. Enfatizou que não admite a injustiça que está sendo praticada contra a sua honra e moral e contra de seu assessor.

A assessoria jurídica do vice-governador reforça que todas as medidas judiciais para repelir as calúnias e injúrias proferidas já estão sendo tomadas, tanto na esfera penal, como na cível. São duas interpelações, uma em nome de Fávaro e outra em nome de seu assessor. “A interpelação realizada é a oportunidade do interpelado, no caso o prefeito Percival Muniz esclarecer em juízo a verdade, ou seja, é a oportunidade do ofensor comprovar o fato”, explicou o advogado Abel Sguarezi.


“Temos a esperança que o fato não tenha sido criado pelo prefeito Perceival, pois se foi assim, estará comprovado o crime de calúnia. Por outro lado, seja contra o prefeito ou contra quem quer que tenha criado essa história contra o vice-governador Carlos Fávaro, a assessoria jurídica tomará as demais medidas cabíveis, conforme já autorizado”, concluiu o advogado.
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