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Medalhista olímpico forma atletas em Cuiabá e pede incentivo


Sargento do Exército, Vicente Lenilson diz que trabalhar com esporte em Mato Grosso é muito complicado




MidiaNews - THAIZA ASSUNÇÃO

Natural do Rio Grande do Norte, o ex-velocista Vicente Lenílson, medalha prata no revezamento 4 x 100m nos Jogos Olímpicos de Sydney-2000, desenvolve em Cuiabá um projeto social de atletismo que atende crianças e adolescentes carentes.

O Instituto Vicente Lenilson (IVL) foi criado na cidade Presidente Prudente, no interior de São Paulo, há cinco anos.

Em 2014, o medalhista olímpico, que também é sargento do Exército Brasileiro, se mudou para a Capital de Mato Grosso com a esposa, a mato-grossense e também atleta olímpica Maria Aparecida.

Desde então, o casal luta pelo sonho de despertar nas crianças e adolescentes cuiabanos a mesma paixão que eles nutrem pelo atletismo.

Entre eles, está a estudante Hemanoelle Beatriz, de 16 anos. Ela foi  “descoberta” por Lenilson, no início de 2015, em uma competição escolar.

Hemanoelle é para Lenilson uma das atletas que podem ter um futuro promissor no atletismo.

Ela jogava vôlei, e só começou a correr no ano passado. Durante esse período já conseguiu bons resultados nos campeonatos estaduais

A estudante diz que se encontrou no atletismo.

“Saí de um esporte que não me dava praticamente nada, e entrei em outro que me dá todas as oportunidades possíveis”, afirmou.

Hemanoelle diz que pretende seguir a carreira de atleta, mas pondera que, se nada der certo, irá se tornar uma soldado do Exército.

“Mas mesmo no Exército, pretendo continuar com o esporte”, completou.

Além de Hemanoelle, o projeto conta com outros atletas promissores.

Conforme Lenilson, outro exemplo é Djonatas Félix, que já foi campeão brasileiro e sul-americano, e Alessandra Martins, que é atualmente a melhor atleta do Brasil no salto em distância, na sua categoria.

“Eu não cobro resultado dentro da pista, mas exijo notas boas nas escolas. Nosso principal objetivo aqui é cultivar cidadãos de bem, capazes de lutar pelos seus objetos de forma honesta”, disse Lenilson.

O IVL funciona no 9º Batalhão de Engenharia da Construção (BEC), cujo quartel está localizado na Avenida Fernando Corrêa da Costa, em Cuiabá.

Além do apoio do Exército Brasileiro, o projeto social conta com a ajuda da Caixa Econômica Federal e do Instituto Cuiabano de Educação (ICE).

“O 9º BEC nos fornece todas as instalações para treinamento, bem como academia, fisioterapia e ainda uma refeição. Todos os atletas, após o treinamento, têm um belo jantar fornecido pelo Exército”, disse.

Os treinos acontecem três vezes na semana: na segunda, quarta e sexta-feiras, das 15h às 17h.

 “Já financeiramente, temos o patrocínio da Caixa, que nos comtempla com material esportivo, como blocos de partidas e barreiras, além de uniformes. Inclusive, esse patrocínio já foi renovado para o período 2016-2017 ”, completou.

“Na parte educacional, o ICE fornece bolsa para todos os atletas do projeto com até 100% de desconto”,  explicou.

Apesar da parceria com Exército, Caixa e ICE, Lenilson reclama da falta de apoio dos poderes públicos municipal e estadual, principalmente no que diz respeito à locomoção dos atletas para o treino e competições.

“Eu perco muitos atletas por não terem condições nenhuma de se locomover até o batalhão. Gostaria que o Município e o Estado pudessem enxergar isso, porque eu e a minha esposa estamos fazendo, voluntariamente, o papel que é deles”, reclamou.

“Trabalhar com esporte em Mato Grosso é muito complicado. Falo isso porque vim de um Estado onde existe mais incentivo. Em Presidente Prudente, por exemplo, toda criança que participava do projeto ganhava quatro passagens de ônibus, duas para ir à escola e duas para ir ao treino. Aqui, se os pais não bancarem, eles não têm como vir. Já busquei várias vezes as secretarias responsáveis, mas nunca tive o apoio”, completou.

Esperança Olímpica

Aos 14 anos, o atleta Djonatas Félix saiu de Monteiro (PB), sua cidade natal, e se dirigiu à Capital, João Pessoa, para se dedicar ao atletismo.

Lá, em 2011, encontrou com Vicente Lenilson, que o convidou para fazer parte do seu projeto, em Presidente Prudente.

No momento em que ele me chamou, respondi que podia me levar naquela mesma hora
Pertencente a uma família de classe baixa, Djonatas disse que aguardava qualquer oportunidade para poder ter mais condições de treinar.

“Se não fosse o Lenilson, eu estaria carpindo roça, ou trabalhando em algum supermercado, carregando botijão, água. E isso nunca foi o que que queria para a minha vida. Não vou dizer que eu nunca trabalhei com isso. Já trabalhei, mas, quando comecei a treinar, vi que era isso que queria fazer”, afirmou. 

Ao lado de Vicente Lenilson, também em Cuiabá, ele já conquistou um campeonato brasileiro e sul-americano no 100 metros rasos.

“Tem que amar, não é fazer por dinheiro, eu sou atleta porque eu amo”, disse.

O principal objetivo de Djonatas, agora, é conseguir o índice para participar das Olímpiadas do Rio de Janeiro.

“O problema é que preciso participar de mais competições. Mato Grosso tem poucas provas. Devido a isso, fica complicado pra gente que está em nível internacional. Temos que nos deslocar até São Paulo e Rio para participar de competição”, afirmou.

O sonho de participar das Olimpíadas, porém, supera todas as barreiras.

Na semana passada Djonatas participou de uma competição em São Paulo, e em breve deve voltar para participar de outras.

“Coloco tudo na mãos de Deus. Se for para ser, ele vai me ajudar”, concluiu.

O atleta

Em Sydney, Vicente Lenilson foi medalhista de prata numa das mais importantes provas do atletismo mundial, correndo ao lado de Edson Ribeiro, André Domingos e Claudinei Quirino da Silva.

A equipe nacional fez o tempo de 37s90, ficando atrás apenas do time norte-americano, que faturou o ouro com 36s71.

O time brasileiro chegou a ter esperanças de herdar o ouro.

É que um dos integrantes da equipe norte-americana, Tim Montgomery, confessou, anos mais tarde, que havia se dopado antes daquela competição.

A Confederação Brasileira de Atletismo tentou cassar o título dos Estados Unidos, mas não conseguiu.

Instituto Vicente Lenilson

Para quem tiver interesse em participar do projeto, basta procurar o ICE ou o 9º BEC nos dias de treino, segunda, quarta e sexta-feira, de 15h e 17h30, e estar matriculado em uma unidade de ensino.


O instituto aceita crianças e adolescentes de 06 a 17 anos.
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