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Usina termelétrica de MT suspende atividades a partir deste sábado

Usina Termelétrica de Cuiabá, operada pela EPE, deve suspender atividades (Foto: Assessoria/EPE)


A Usina Termelétrica Governador Mário Covas, considerada a maior de Mato Grosso, irá suspender as suas atividades a partir de sábado (16). Operada pela Empresa Produtora de Energia (EPE), a usina funcionava em capacidade máxima desde 2013, sendo responsável por 4% da energia elétrica gerada pelas termelétricas no país e por 48% da energia consumida no estado em 2015.

A suspensão das atividades, que deveria durar de 10 a 15 dias, já estava programada para ocorrer, segundo a EPE. Isso porque, anualmente, as termelétricas suspendem as atividades para manutenção, aproveitando o momento de mais chuvas no país, que enchem os reservatórios das hidrelétricas, aumentando, consequentemente, a demanda de energia dessas usinas por parte do governo federal, por se tratar de uma energia mais barata.

“O operador do sistema vai começar a demandar menos [a partir de agora] e muitas térmicas serão desligadas até meados de maio”, explicou o gerente jurídico da EPE, Rodrigo Zuniga.

No entanto, após esse período, a Usina Mário Covas não deverá retomar, imediatamente, as atividades, como seria esperado. Segundo o gerente jurídico da EPE, além da diminuição da demanda do governo federal, o contrato da empresa com a Petrobras para o fornecimento de gás – essencial para o funcionamento da empresa – ainda não foi renovado.

“Até 21 de outubro de 2015, essa termelétrica era alugada pela Petrobras e ela possui um fornecimento próprio de gás. Então, esse problema [de fornecimento] não existia anteriormente. Quando assumimos a operação direta da termelétrica fizemos um contrato provisório que vai até o dia 15 [deste mês]. As negociações estão avançadas, mas ainda não há nada fechado. Queremos resolver tudo até o governo voltar a demandar [energia]”, afirmou Zuniga.

A parada não deve afetar o fornecimento de energia no estado, porque outras fontes de produção de energia elétrica podem suprir a demanda, como as hidrelétricas. Segundo o presidente do Sindicato da Geração e Distribuição de Energia de Mato Grosso (Sindenergia-MT), José Antônio de Mesquita, a parada da usina não implica em racionamento de energia.

“Não vai acontecer o racionamento que ocorreu em 2001 porque contamos com as termelétricas, que são mais caras, mas garantem que ninguém fique sem energia”, disse.

A expectativa é de que a Termelétrica Mário Covas retome o funcionamento até o final do primeiro semestre. Com isso, de acordo com a EPE, não há o que se falar em demissão dos 70 funcionários hoje mantidos pela empresa. “A nossa ideia é operar e esse desligamento já era esperado. Então, vamos ficar de 'stand by'”, afirmou.

Impacto para o consumidor

De acordo com o gerente, na prática, o desligamento da termelétrica não causará um impacto direto no bolso do consumidor, mas o assunto se trata de uma política nacional de governo. “Você vende a energia para o sistema [nacional] e essa energia acaba não saindo do estado, por uma questão de logística. É muito mais barato você ter uma energia produzida no seu 'quintal', do que uma energia vinda de São Paulo”, explicou.

De acordo com o Sindenergia, o desligamento das termelétricas deveria resultar na diminuição da tarifa na conta de energia, mas isso é algo que cabe ao governo federal. “O governo combinou que quando desligasse as termelétricas, reduziria a bandeira, que hoje é vermelha, para amarela ou verde, mas ainda não fez isso. Estão, estamos aguardando que o governo troque de bandeira para que não sejamos penalizados. Mas sabemos que não dá para desligar todas, porque os reservatórios estão com baixos níveis [de água] e precisam ganhar volume”, explicou o presidente da entidade.

Para José Antônio de Mesquita, a intervenção do governo do estado para a resolução do problema de fornecimento do gás necessário para o funcionamento da termelétrica, que vem da Bolívia, seria de grande valia para Mato Grosso, pois o estado contaria com um gasoduto em casa. “Isso deve ser visto como política de governo”, afirmou.

Já para o gerente jurídico da EPE, tal medida seria a solução para um problema crônico na empresa. “A Bolívia não negocia com particular, então, seria legal uma intervenção do governo do estado para tentar uma negociação para o fornecimento do gás, porque pararíamos de depender da Petrobras. O melhor dos mundos era tirar o atravessador [Petrobras] e ir direto na fonte [Bolívia]”, disse.

Fonte: Lislaine dos Anjos Do G1 MT

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