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Polícia prende 27 pessoas em área de garimpo ilegal em Mato Grosso

Polícia Militar atua na região do garimpo (Foto: Assessoria/ PM-MT)


Vinte e sete pessoas foram presas nas proximidades e nas estradas de acesso ao garimpo da Serra da Borda, em Pontes e Lacerda, a 483 km de Cuiabá. De acordo com a assessoria da Polícia Militar, as prisões em flagrante ocorreram entre a última semana e este domingo (10) durante ações policiais para tentar evitar o avanço de pontos de extração ilegal do ouro no garimpo. Estima-se que duas mil pessoas se encontram na Serra da Borda.


Enquanto a desocupação não ocorre, ações preventivas são feitas nas estradas que dão acesso ao garimpo, além de abordagens em veículos suspeitos de estarem circulando dentro da área de exploração ilegal.

Garimpeiro mostra pepitas que conseguiu extrair na Serra da Borda (Foto: Reprodução/TVCA)


Além das prisões os policiais também apreenderam cinco aparelhos detectores de metal, cinco caminhonetes e outros materiais. As apreensões e prisões ocorreram no período de uma semana.

A polícia suspeita que todos os 27 presos faziam parte de um grupo que atuava no garimpo. Eles foram presos por invasão de propriedade particular e crime ambiental. Todos foram encaminhados para a sede da Polícia Federal em Cáceres, a 220 km de Cuiabá. O G1 tentou e não conseguiu contato com a Polícia Federal em Mato Grosso sobre essas prisões.

O subchefe do Estado-Maior, coronel Paulo Serbija, explica que as abordagens tentam evitar que mais pessoas tenham acesso ao garimpo. “Abordamos veículos suspeitos de estarem saindo ou indo para o garimpo, como veículos de fora, por exemplo, Rondônia e do Pará. São pessoas com atitudes suspeitas que foram presas em estradas que chegam até o garimpo, como em fazendas e na conhecida Estrada do Matão”, disse.

Garimpo na Serra da Borda, em Pontes e Lacerda, voltou a ser explorado (Foto: Reprodução/TVCA)


Garimpo

O garimpo se instalou no município de Pontes e Lacerda em meados de setembro de 2015, após a descoberta de jazidas de ouro na serra.

As veias auríferas foram encontradas pelos moradores do município de 41.408 habitantes, segundo o IBGE, que, após acharem grandes quantidades do metal precioso, começaram a circular imagens de grandes pepitas pelas redes sociais e pelo WhatsApp, o que deve ter contribuído com o aumento da migração para aquela região.


A desocupação ocorreu em novembro, em ação conjunta de forças de segurança do estado e da União, mas a área voltou a ser ocupada pouco mais de uma semana depois. Isso fez com que os ministérios públicos estadual e federal voltassem a pedir à Justiça Federal que determinasse novamente o esvaziamento da área.

Na nova decisão, a magistrada Ana Lya Ferraz da Gama Ferreira ressaltou o aumento da criminalidade da região, citando que, em apenas uma semana, foram registrados casos de pessoas atingidas por disparos de arma de fogo na área do garimpo ilegal (sendo que uma delas resultou na morte de um adolescente de 13 anos), linchamento, prisão de suspeitos de posse de materiais explosivos e uso ilegal de mercúrio no garimpo como filtro de limpeza do ouro, comprometendo o meio ambiente e a saúde da população.

Operações

O processo de desocupação começou na semana seguinte à operação que desarticulou uma quadrilha, que, segundo a Polícia Federal,comandava o garimpo e extorquiam garimpeiros, comerciantes e até prostitutas que também estavam na área. Policiais civis, militares e até um vereador foram alvos da operação 'Corrida do Ouro', feita pela Polícia Federal.

Os policiais envolvidos conseguiam obter diversas vantagens financeiras se aproveitando da atividade garimpeira. Até mesmo cobrando quantias de mulheres que se prostituíram na região. Não existe uma ideia concreta do quanto era cobrado, mas os policiais acreditam que os valores variam por tipo de serviço, entre 20% a 25%.

Fonte: Denise Soares Do G1 MT

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