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Polícia investiga falso médico que sumiu após receber R$ 4 mil




Um falso médico está sendo procurado pela Polícia Civil da cidade de Alto Araguaia, a 426 km de Cuiabá, após atender no Hospital Municipal por quatro dias. O homem teria recebido cerca de R$ 4 mil pelos atendimentos e desapareceu após ser perguntado sobre seu número de registro do Conselho Regional de Medicina (CRM).

Segundo a Polícia Civil, que investiga o caso, o suspeito deverá assinar um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) e responderá pelo crime de exercício ilegal da medicina em liberdade.

Conforme o delegado Carlos Roberto Moreira de Oliveira, de Alto Garças, município a 366 km de Cuiabá, a suspeita é que o homem tenha registro profissional na área de enfermagem.

“O crime de exercício ilegal da medicina é de baixo potencial ofensivo, tanto que a pena varia entre 6 meses a 2 anos de detenção. Ele não tem mandado de busca, mas, deve ser intimado pela polícia já que a irregularidade foi confirmada”, explicou.

Contratação

De acordo com o diretor do Hospital Municipal de Alto Araguaia, Anderson Barbosa de Carvalho, o homem se apresentou como médico para ele em algumas viagens que fez para Rondonópolis, a 218 km da capital.

“Eu o conheci quando levava pacientes para o Hospital Regional de Rondonópolis. Ele se apresentou para mim como médico e conversamos sobre a unidade em Alto Araguaia. Na segunda vez em que nos encontramos, ele se ofereceu para trabalhar conosco. Como temos dificuldade com médicos nos finais de semana, acabei acertando verbalmente com ele”, disse.

Carvalho é representante da empresa responsável pela terceirização de alguns serviços do hospital e o contrato com o falso médico foi realizado informalmente pelo empreendimento. Ele disse que não chegou a cobrar o diploma do homem porque confiou em sua palavra.

O diretor do hospital explicou, ainda, que o dinheiro pago ao suspeito é oriundo de um convênio realizado com a prefeitura do município de Santa Rita do Araguaia (GO). A prefeitura de Santa Rita repassa essa verba para que o hospital contrate profissionais para os finais de semana e a unidade médica, em contraponto, atende alguns casos mais graves da cidade vizinha. O acordo informal realizado com o falso médico visava atender este contrato.

O falso médico atuou nos dias 19 e 20 de dezembro e 2 e 3 de janeiro. Por esse tempo de trabalho ele recebeu cerca de R$ 4 mil. Anderson apontou que a suspeita de que o homem não seria formado em medicina surgiu na verificação de alguns registros assinados pelo homem.

“Quando estava carimbando alguns pedidos de exame dele, percebi que o número do CRM era meio estranho e estava com registro de São Paulo. Quando eu liguei para o conselho de lá, eles nos informaram que a numeração não existia. Ligamos para ele e perguntamos sobre isso e ele nos disse que estava tentando transferir o registro de São Paulo para Mato Grosso”, lembrou.

O último contato entre Carvalho e o suspeito foi realizado no dia 4 de janeiro e, desde então, ele não atende mais as ligações, de acordo com o diretor do hospital.

“Fui tanto vítimas como todos. Estou muito chateado com a situação e com o julgamento que venho sofrendo. As pessoas lhe olham com indiferença, mesmo você tendo denunciado e feito o que é certo”, desabafou.

Sem reclamações

O superintendente do Hospital Municipal de Alta Araguaia, Cilmar Perissinoto, afirmou que o falso médico atendeu cerca de 259 pacientes e que todos os registros médicos de suas prescrições estão armazenados na unidade.

Perissinoto ainda disse que, até agora, a unidade de saúde não recebeu nenhuma reclamação em relação aos atendimentos prestados pelo suspeito. O superintendente apontou que o homem não atendeu nenhum caso mais grave e que a situação já foi denunciado às autoridades.

“Levamos a situação para a polícia, ao Ministério Público Estadual (MPE) e para o Conselho Regional de Medicina. A partir de agora é a Justiça que resolverá toda essa situação”, disse Perissinoto.

Fonte: Do G1 MT - Foto: Ilustrativa

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