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Criminosos vendem diplomas falsos em MT por R$ 550

Delegado José Carlos Damian, da Delegacia de Estelionatos de Cuiabá: há quem vende porque há quem compre




Em cinco dias, pagando R$ 550 e sem precisar entrar em uma sala de aula, qualquer pessoa pode garantir um histórico escolar e diploma de conclusão do Ensino Médio. Essa é a oferta proposta por criminosos nas redes sociais, que garantem ainda que os documentos são registrados no Ministério da Educação (MEC). 

Os criminosos se escondem atrás de perfis falsos. Fingindo interesse em adquirir um diploma, a reportagem do DIÁRIO conversou com um deles, identificado como Rafael Duarte, que diz ser de Goiânia (GO). 

“Nós emitimos diplomas e históricos com registro no MEC. Você envia os dados e nós fazemos o seu registro. Serve para faculdade, concurso ou trabalho”, explicou. O esquema de fraude ainda garante ao cliente que o pagamento só é efetuado após o recebimento do diploma. “O valor é de R$ 550. Você recebe o diploma e o histórico de três a cinco dias nos Correios. Só paga quando chegar”. 

Questionado só é preciso frequentar algum tipo de aula, Duarte garante que não. “Não precisa fazer provas, nem assistir aula. Já entrego pronto para uso”. 

A conversa aconteceu por meio da rede social, já que ele não quis fornecer o número do seu celular e ressaltou que o negócio era discutido apenas pelo Facebook. “Não tem erro”, disse, ao ser questionado se o caso não era uma enganação. “Só trabalho com material quente. Pode usar para o que precisar, sem problemas”. 

O esquema envolve ainda a confecção de diplomas falsos de Ensino Superior. À reportagem, foi oferecido um diploma do curso de Administração da instituição Unopar – Educação a Distância. Mas, para obtê-lo, seria necessário desembolsar R$ 2.500. 

E para a surpresa, o pagamento pode ser feito em até 12 vezes pelo sistema do PagSeguro. “Você me manda o e-mail e eu te envio o link do pagamento”. Ele lembrou ainda que, para enviar o link, tem que ter a certeza do pagamento na mesma hora. “Porque tem custo para enviar o link, desconta na minha conta”. 

Desde então, a comunicação entre o DIÁRIO e o homem foi cortada. 

Em nota, o MEC informou que não registra diploma de Ensino Médio. “Isso é uma atribuição das secretarias de educação. A venda de diplomas é crime. Denúncias desse tipo, ao serem recebidas pelo MEC, são direcionadas ao Ministério Público (MP)”. 

Foi ressaltado ainda que o cidadão pode procurar o MP diretamente, ou encaminhar as denúncias via 0800-616161. 

OFERTA POR E-MAIL

Na última semana, L.T., que mora em Tangará da Serra (240 km de Cuiabá), recebeu por e-mail uma proposta de venda de diplomas de Ensino Fundamental. “Me chamou a atenção uma proposta dessas por e-mail”. Ela respondeu a mensagem, questionando de onde eles eram. “Queria saber de qual instituição eles eram, mas fui ignorada”. Em seguida, recebeu uma nova mensagem, e em anexo, um histórico escolar de uma unidade de Brasília – Centro Educacional 02 de Sobradinho (DF) – com referência ao término do Supletivo EJA – Educação de Jovens e Adultos. 

“Acredito que seja um exemplo para mostrar o material deles. Mas, desde então, eu não respondo mais e eles ficam me mandando e-mails, cobrando o meu interesse”. O último contato feito pelo grupo foi sexta-feira. A mensagem é assinada por Heide Claudia, do “departamento de ensino”. Um telefone, com DDD do Espírito Santo, foi disponibilizado, e uma conta para depósito de R$ 400 à vista. 

A agência citada, da Caixa Econômica, fica em Vila Velha (ES). A reportagem ligou para o celular, mas ninguém atendeu. 

O DIÁRIO também tentou contato com a Unopar, mas não obteve êxito.

Fonte: YURI RAMIRES Diário de Cuiabá - Foto: Reprodução
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