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Como Wendell Lira foi de faz-tudo na lanchonete da mãe a algoz de Messi

Há pouco mais de um ano, Wendell Lira chegou a desistir da carreira profissional



Lionel Messi chegou à 5ª Bola de Ouro da Fifa de sua carreira nesta segunda-feira (11). Barbada. Mas o Prêmio Puskas, que elegeu o gol mais bonito de 2015, ficou para uma próxima. E o algoz do gênio argentino foi o brasileiro Wendell Lira - que no fim de 2014 havia desistido da carreira e fazia de tudo na lanchonete da mãe.

"Ele levantava às 3h da manhã e ia comprar pão, pão de queijo, salgado… Ele ficava no caixa, atendia os fregueses, os clientes interfonavam e ele fazia entrega. Às vezes ele fazia até um macarrão pros clientes, jogava queijo ralado."

Quem conta é Maria Edileuza, 50 anos, mãe de Wendell e dona da Lanchonete Goiânia Bacana – que funciona no condomínio onde ela mora e serve, além de lanches, café da manhã, almoço e jantar.

Irmão mais novo de Wendell, Thalles lembra com detalhes da época não tão distante. "Ele estava desempregado, sem clube, foi bem na época que ele pensou em desistir do futebol, antes do Goianésia. Eu fui a primeira pessoa com quem ele compartilhou a notícia. Disse que ia parar de jogar bola, trabalhar com a mãe e abrir esse negócio com ela", afirma Thalles.

"Ficou uma, duas semanas, três semanas, quando ele recebeu a proposta do Goianésia. Mas não pôde levar a Ludmila, a esposa dele, que continuou trabalhando na lanchonete", continua o irmão.

O curto período trabalhando na Goiânia Bacana não foi o único de dificuldades financeiras nem de dúvidas sobre o futuro da carreira na vida de Wendell Lira. Ele também trabalhou como diarista numa empresa de panos de um amigo.

"Antes de trabalhar aqui na lanchonete, ele sabia desse amigo nosso que trabalhava com pano, vendia pra lojas e supermercados. Ele trabalhou algumas semanas para receber, foi um momento muito difícil, tinha esposa e filha, precisava pagar as contas. Eles iam de porta em porta, de loja em loja, era um valor bem simbólico que ele recebia", acrescenta Thalles, que tem Wendell Lira como referência.

E engana-se quem pensa que o motivo é o Prêmio Puskas. "O maior exemplo que eu pego dele, que mostra o caráter, quem ele realmente é, foi quando ele saiu do Goiás. Ele tinha acabado de casar, aí ele pegou boa parte da grana e disse que ia quitar o apartamento da mãe. Ele disse que ia ser de todos nós, é um ato bem generoso da parte dele, quitou o apto dela e não comprou uma casa pra ele", diz o irmão, personal trainner, que revela que hoje leva "uma vida muito mais fácil que a do irmão famoso.

O ato de generosidade de Wendell Lira também não escapa à memória de Dona Edileuza. "Ele tava recém-casado e faltava 40 mil pra quitar a dívida. Aí ele saiu do Goiás e pegou 60 mil do FGTS pra quitar meu apto. Ele falou: 'Mãe, esse apartamento era um projeto que eu tinha antes de conhecer a Ludmilla'. Ela também aceitou. Qual a noiva que casa e não quer ter sua casa? E ela permitiu. Hoje ele tá morando com o sogro."

Ao ver Wendell vencer Messi como autor do gol mais bonito de 2015, a matriarca chorou de joelhos no salão de festa do apartamento pago pelo filho. Foram lágrimas de redenção, mas ela sabe que a fama não basta para que a carreira do jogador de 27 anos decole de vez.

"No meio de março ele fez aquele golaço e a gente achou que as coisas iam mudar, mas nada aconteceu, os times desprezavam ele. Foi muito humilhado, desacreditado. Ele sabe que tudo isso é passageiro, que ele tem que corresponder dentro de campo. Não é questão de dinheiro, é de moral e respeito que ele conquistou", sublinha Dona Edileuza.

Nem mesmo os meios de comunicação goianos, diz ela, acreditavam na façanha do filho da terra. Wendell x Messi era uma espécia de David x Golias. Os internautas brasileiros, porém, acreditaram. E como na passagem bíblica, resgatada com humildade pelo brasileiro no discurso da vitória, deu zebra. Pouco mais de um ano depois de trabalhar na lanchonete da mãe, o "pequeno" Wendell Lira desbancou mesmo que por um dia um dos maiores gigantes da história do futebol.

Fonte: Roberto Oliveira Do UOL, em São Paulo - Foto: AFP PHOTO/FABRICE COFFRINI

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