Publicidade 1
Publicidade 1

Publicidade 14

Publicidade 14

Publicidade 15

Publicidade 15

Publicidade 16

Publicidade 16

Publicidade 17

Publicidade 17

Publicidade 18

Publicidade 18

Publicidade 19

Publicidade 19

Publicidade 20

Publicidade 20

Publicidade 21

Publicidade 21

Publicidade 22

Publicidade 22

Publicidade 23

Publicidade 23

Publicidade 24

Publicidade 24

Publicidade 25

Publicidade 25
Home » » Cinco anos após chuvas que mataram 981, promessas ainda não saíram do papel

Cinco anos após chuvas que mataram 981, promessas ainda não saíram do papel

Cinco anos após a tragédia que matou 981 pessoas na Região Serrana do Rio e deixou milhares de famílias desabrigadas, estado e municípios ainda não cumpriram as promessas de reconstrução das sete cidades afetadas. 

Trinta mil pessoas ficaram desabrigadas ou desalojadas em Nova Friburgo, Teresópolis, Petrópolis, Bom Jardim, São José do Vale do Rio Preto, Areal e Sumidouro. Das 4.573 moradias prometidas para as famílias, só 1.945 foram entregues até agora.

Segundo a Secretaria de Estado de Obras, 1.857 unidades foram entregues em Nova Friburgo, 28 em Bom Jardim e 10 em São José do Vale do Rio Preto. 

Em Petrópolis, só 50 das 1,5 mil casas prometidas foram entregues. Em Teresópolis, Areal e Sumidouro nenhuma casa foi entregue a famílias afetadas. O valor gasto nas novas unidades chega a R$ 551,7 milhões, segundo o Governo do Estado.

Segundo o governo, há previsão de entrega de casas ainda em 2016:

- Teresópolis: 740 unidades (2º semestre);

- Nova Friburgo: 480 unidades (1º semestre);

- Bom Jardim: 194 unidades (1º semestre);

- Sumidouro: 150 unidades (2º semestre);

- Areal: 204 casas modulares (1º semestre).

No caso de Teresópolis, onde 1666 casas ainda não foram entregues, o Ministério Público Estadual diz que acompanha o caso e que considera o número baixo para a quantidade de vítimas cadastradas, 2.412.

"Ajustamos com Estado e o Município a realização de um novo período de cadastramento das famílias para janeiro, de forma que se possa discernir a quantidade de vítimas que desejam aderir à unidade habitacional, diferenciando-as daquelas que desejam ser indenizadas pelo Estado. Ainda assim, pelo que observamos, creio que o número de unidades oferecidas é, sim, insuficiente para a quantidade de famílias vitimadas pela tragédia", informou a 1ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva em Teresópolis.

Sobre o atraso na entrega das casas, o governo do estado afirmou que "a construção das unidades enfrentam uma série de entraves", como a dificuldade para se obter terrenos na Região Serrana para construções de condomínios, desapropriações judiciais e obtenção de licenças em diversos órgãos, como ambientais.

A Estrada Ministro Salgado Filho, na altura do Vale da Boa Esperança, local atingido pela enxurrada, ainda fica esburacada com a chuva (Foto: Aquivo pessoal/Carlos Eduardo da Paz)


Aluguel social

Segundo o governo do estado, em 2015 foram pagos R$ 22 milhões de aluguel social para as famílias que ainda esperam por uma casa. No total, 3.310 famílias recebem a quantia de R$ 500 por mês, que também foi liberado com verba dos municípios.

Em Nova Friburgo, o município informou que paga aluguel de 250 famílias e que 44 famílias que recebem o aluguel estão aguardando a conclusão de contenções de encostas.

Em Sumidouro são 51 famílias recebendo o benefício e, em Areal, 52. Em nenhuma dessas cidades há fila de espera.

A Prefeitura de Petrópolis disse que destina aluguel social para 468 vítimas das chuvas de 2011 e 2013, mas não falou se há fila de espera.

As prefeituras de Teresópolis e de Bom Jardim não responderam até a publicação desta reportagem. São José do Vale do Rio Preto informou apenas que não há fila de espera.

Demolição de casas

Escombros de casas não demolidas ainda podem ser encontrados e resgatam lembranças do que os moradores vivenciaram cinco anos atrás. A reportagem do G1 questionou aos municípios sobre quantos imóveis se encontram nessa situação.

Casas destruídas pela enxurrada de lama ainda fazem parte do cenário do bairro Córrego D'antas (Foto: Juliana Scarini / G1)


A Prefeitura de Areal disse que as casas dos bairros Amazonas e Alberto Torres já foram demolidas, mas não informou se há mais demolições para serem feitas.

Em São José do Vale do Rio Preto, segundo a prefeitura, desde a tragédia foram demolidas 10 casas. Mas ainda é preciso demolir as casas de moradores que recebem o aluguel social. "A demolição acontecerá somente após os mesmos receberem as novas casas que ainda serão construídas". A previsão é que os trabalhos comecem ainda em 2016.

As prefeituras de Nova Friburgo, Petrópolis, Teresópolis, Sumidouro e Bom Jardim não informaram o número de casas que ainda precisam ser demolidas.

Sirenes no bairro São Sebastião, em Petrópolis (Foto: Isabela Marinho/G1)


Sistema de alerta de chuva

Petrópolis

Segundo informações da Secretaria de Proteção e Defesa Civil de Petrópolis, dos 19 pluviômetros instalados pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea), apenas quatro estão funcionando – os demais foram desativados, mas o município não explicou o motivo.

Em Petrópolis também foram instalados 61 Núcleos Comunitários de Defesa Civil (Nudecs) e, segundo a prefeitura, houve treinamento de 600 voluntários que atuam no órgão.

Com relação às sirenes do Sistema de Alerta e Alarme, Petrópolis concluiu a instalação de 18 equipamentos. Apesar disso, o Vale do Cuiabá, região mais atingida pela tragédia, ainda está aguardando a instalação de duas sirenes que, segundo a prefeitura, está sendo solicitada ao governo estadual.

Sirenes Friburgo (Foto: Reprodução/Inter TV)


Nova Friburgo

A Defesa Civil de Friburgo informou que foram instalados 18 pluviômetros no município, todos cedidos e monitorados pelo Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) em 17 bairros.

A cidade também possui 37 conjuntos de sirenes que atendem 20 localidades consideradas áreas de risco.

Areal

A Prefeitura de Areal divulgou que possui sete sirenes instaladas. O sistema atende a aproximadamente 3,5 mil pessoas. Areal conta ainda com oito pluviômetros em atividade.

São José do Vale do Rio Preto

A cidade de São José não possui nenhuma sirene instalada. O que foi feito de medida preventiva foi a instalação de três pluviômetros e uma estação hidrológica no Centro, Novo Centro e Águas Claras, todas monitorados diariamente, segundo a prefeitura. 

Demais municípios

As prefeituras de Bom Jardim, Sumidouro e Teresópolis não responderam sobre a quantidade de sirenes e ações da Defesa Civil no município.

Em nota, a Secretaria de Estado de Defesa Civil afirmou que foram instalados 85 conjuntos de sirene na Região Serrana, sendo 35 em Nova Friburgo, 24 em Teresópolis, 18 em Petrópolis e oito em Bom Jardim. O custo de instalação de sirenes e pluviômetros foi de R$ 28,3 milhões.

Unidades de Proteção Comunitária

Na terça-feira (12), a Defesa Civil Estadual informou que as Unidades de Proteção Comunitária (UPCs) serão remodeladas. As bases de apoio à comunidade, que mantém a Defesa Civil nas áreas risco, começaram a ser instaladas na Serra em abril de 2013 e foi concluído em setembro do mesmo ano. Foram instaladas UPCs, que funcionam em conteiners, em quatro cidades, sendo 20 em Nova Friburgo, 10 em Petrópolis, 10 em Teresópolis e duas em Bom Jardim.

Segundo o governo do estado, o custo é de um pouco mais de R$ 2,5 mil por UPC, ao mês, em todos os municípios. Esses valores contemplam as manutenções preventivas e corretivas, não havendo ônus ao Estado inclusive na relocação dos módulos, mobilização e desmobilização, quando necessário. A Defesa Civil não informou qual o prazo final para a remodelação do projeto.

Unidade de Protaçao Comunitaria, em Petrópolis (Foto: Andressa Canejo)


Recuperação dos rios

Segundo informações divulgadas pela Secretaria de Estado de Obras no começo de janeiro, logo após as chuvas de 2011, Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo receberam um pacote de obras emergenciais de R$ 76 milhões.

A verba foi utilizada para a recuperação das rodovias RJ-116, RJ-130, RJ-134, RJ-142, RJ-148 e RJ-150, além da retomada de energia elétrica e abastecimento de água, construção de acessos alternativos para veículos, reconstrução das redes de drenagem e esgoto, retirada de 850 mil toneladas de entulho e lama das ruas, além da desobstrução de rios e canais.

Casas ás margens do Córrego Dantas foram atingidas. Algumas ainda precisam ser demolidas (Foto: Juliana Scarini / G1)


Segundo o Inea, a recuperação total dos rios em Petrópolis, Teresópolis e Nova Friburgo ainda depende da liberação de R$ 734 milhões pela Caixa Econômica Federal, sendo:

- R$ 315 milhões para Nova Friburgo; o que falta:

Rio Bengalas: Obras de canalização e dragagem, obras hidráulicas de proteção de taludes, além da substituição de travessias;

Córrego Dantas: Serviço de dragagem, canalização e proteção dos taludes, além da substituição de travessias e da urbanização marginal;

Bairro Duas Pedras: Obras de recuperação da mesodrenagem.

Segundo o Inea, uma parte das obras foi iniciada no Rio Bengalas, como a macrodrenagem, canalização, dragagem e proteção dos taludes. Etapa que deve ser finalizada em dezembro de 2016. Porém, o instituto não deu previsão de quando todos os trabalhos serão concluídos. 

- R$ 174 milhões para Teresópolis; o que falta:

Rio Imbuí: substituição de travessias;

Rio Meudon: dragagem e canalização;
Em todos os rios: implantação de estrutura para amortecimento de cheias para contenção de sólidos.

Transbordamento do Rio Quitandinha é comum na Cel. Veiga, em Petrópolis (Foto: Patrícia Sabino/Arquivo Pessoal)

- R$ 245,4 milhões para Petrópolis; o que falta:

Rio Santo Antônio: obras nas calhas, recomposição vegetal, implantação do Parque Fluvial e substituição de travessias.

Rio Cuiabá: obras nas calhas, recomposição vegetal, implantação do parque fluvial e substituição de travessias.

Rio Carvão: obras nas calhas, recomposição vegetal, substituição de travessias; 

Rio Quitandinha, Piabanha e Palatinato (Centro Histórico): estudos, projetos e execução de obras para controle de inundações.

O G1 entrou em contato com a Caixa Econômica Federal e está aguardando um posicionamento sobre a liberação de verbas.

Pontes construídas

A Secretaria de Estado de Obras (Seobras) informou que das 92 pontes prometidas nas cidades atingidas pela chuva, dez ainda não foram construídas:

- Em Teresópolis, faltam as pontes do Madruga e Cruzeiro;

- São José do Vale do Rio Preto ainda aguarda as pontes da Fazenda São Guido e a que vai dar acesso à BR-116;

- Em Bom Jardim, faltam as pontes Barra Alegre e Banquete;

- Em Sumidouro faltam as pontes do Vale dos Pinheiros e Cascata;

- Em Santa Maria Madalena, as pontes Chica e Faria também não foram reconstruídas.

O governo estadual não deu uma previsão de quando essas pontes serão entregues. O valor das obras chega R$ 101,7 milhões.

Pontes foram reinauguradas em abril de 2015 na área rural de Nova Friburgo (Foto: Juliana Scarini / G1)


Sobre o motivo para a entrega de todas as pontes ainda não ter acontecido, a Secretaria de Estado de Obras respondeu:

"A tragédia da Região Serrana destruiu dezenas de pontes, alterando curso e calha dos rios. O Governo Federal destinou recursos para reconstrução destas, porém as pontes deveriam estar adequadas às normativas do Ministério da Integração Nacional. Em consequência destes fatos, foram realizados estudos hidráulicos-hidrológicos para determinação dos novos vãos das pontes para que pudessem atender as normativas. Posteriormente, foram submetidas para licenciamento ambiental junto ao Inea e que demandaram tempo para aprovação em decorrência de ajustes solicitados nos projetos".

A Seobras também informou que, das dez pontes restantes, seis estão em execução, e quatro, em licitação.

Encostas

Segundo informações da Secretaria de Estado de Obras, o investimento para a contenção de encostas chega a R$ 182,3 milhões. Setenta e cinco contenções de encostas foram construídas e outras dez faltam ser entregues.

Nova Friburgo já tem 43 encostas. Em Teresópolis, 19 foram concluídas, Petrópolis conta com 12 e São José do Vale do Rio Preto apenas uma obra de contenção.

Faltam serem concluídas as encostas dos bairros Jardinlândia, São Jorge, Floresta, Córrego Dantas e Village, em Nova Friburgo. Já em Teresópolis, faltam obras no Parque Imbuí, Caleme, Vila Muqui, Solar do Renan e Caleme 2.

O valor dessas obras em andamento é de R$ 18,1 milhões. O Estado não informou um prazo para a conclusão e disse que "cada obra possui um grau de complexabilidade e método de contenção que demanda tempo e atenção na sua execução".

A região conhecida como Buraco do Sapo, no Vale do Cuiabá, ainda hoje convive com os cicatrizes da tragédia (Foto: Arquivo pessoal/Micheline Ramos)

Fonte: Juliana Scarini e Bruno Rodrigues Do G1 Região Serrana


Espalhe por ai :
Copyright © Barra News - Todos os direitos reservados
Barra do Bugres - Mato Grosso - Brasil

Qualquer material nao pode ser publicado, transmitido, reescrito ou distribuido sem autorização