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Campeão em medicina não tem Facebook nem Instagram

Lucas sonhou com a Medicina e com a UFMT desde a infância



O sonho de estudar na universidade que almejou desde a infância e tornar-se médico motivou o jovem Lucas Borges Figueiredo, de 18 anos, a conquistar a maior nota em Medicina na Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) neste ano.

Ele obteve 816,98 pontos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), realizado no ano passado. A partir da nota, foi aprovado para o sonhado curso em primeiro lugar, no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) deste ano.

Filho único de pai médico, com especializações em gastroenterologia e estética, e mãe nutricionista, Lucas conta que desenvolveu a paixão pela Medicina desde a infância. Na quarta série, descobriu que queria seguir a profissão e nunca mais abandonou a ideia.

Ele revela que os pais sempre o incentivaram a estudar, mas nunca houve pressão para que o rapaz tirasse as maiores notas da escola. O desempenho de Lucas, que nunca tirou menos que nove em toda a sua vida escolar, sempre chamou a atenção dos professores.

Bastante calmo, o jovem, que concluiu o ensino médio no colégio Maxi no ano passado, justifica a pontuação no Enem a partir de toda a dedicação que dá aos estudos desde o ensino fundamental.

“Acredito que obtive uma boa nota porque me preparei ao longo de toda a minha vida acadêmica”, diz.

Uma rotina abusiva de estudos, passando noites em claro para revisar determinado conteúdo, nunca fez parte de seu cotidiano. Lucas conta que sempre optou por um método mais tranquilo, para que pudesse reter o conhecimento adquirido durante as aulas.

“Nunca varei a noite estudando, porque acho que isso não é muito eficiente. Sempre prestei atenção nas aulas e nunca levei dúvida para casa”, explica.

A mãe de Lucas, a nutricionista Cláudia Borges, conta que o filho nunca deu problemas na escola. Orgulhosa, ela relata que ele sempre se esforçou nos estudos.

“Ele sempre foi bom aluno, desde o início fundamental. Em tudo o que ele se empenha, acaba se destacando, pois tem muita facilidade pra aprender, é quase um dom”, orgulha-se.

Durante a preparação para o Exame Nacional, o futuro universitário acordava de manhã e ia para a escola, onde cursava o terceiro ano do Ensino Médio. No período da tarde, quando não era dia de aula integral, fazia cursinho de redação, biologia, história e geografia.

“Eu consegui manter uma vida normal. Nunca gostei de sair à noite. Acho que isso é vantagem para os meus estudos. Sempre estudei, ao menos, uma hora por dia, além da escola”, revela.

As redes sociais não fazem parte do cotidiano do estudante, que não possui Facebook, nem Instagram. O Whatsapp ele ainda usa, moderamente.

“Não gosto muito de redes sociais. Nunca me interessei por ficar compartilhando minha rotina, não acho que seja interessante”, justifica.

O tempo que utilizaria em redes sociais, ele conta que gasta com leituras. O jovem é um ávido leitor, que gosta de diversos segmentos literários, que variam desde revistas de atualidades a livros clássicos. O prazer pelas palavras auxiliou na hora da redação, na qual ele conseguiu 940 pontos.


Orgulhosa, a mãe comemora aprovação em primeiro lugar


“O tema da redação me surpreendeu um pouco, mas consegui elaborar um texto que classifiquei como “razoável”, apesar das dificuldades”, relata.

Apesar de gostar das letras, ele prefere as ciências exatas. O amor que nutre pelos números fez com que sua maior nota no Enem fosse a de matemática.

“Eu tirei 956 em matemática. Foi o meu melhor desempenho. As questões de português, achei que fossem fáceis, mas não fui tão bem nelas, consegui 'apenas' 700 pontos”, relembra.

Medicina

O encanto pela Medicina, conforme o jovem, surgiu em razão da importância da profissão. Ele acredita que o fato de ser filho de médico também teve influência.

“O fato de o meu pai ser médico me influenciou um pouco, mas sempre achei que a Medicina tem uma importância grande na sociedade”, diz Lucas, que ainda não sabe qual área da profissão pretende seguir.

O sonho do rapaz não se restringia somente ao curso, pois ele também fazia questão de estudar na UFMT. Morador de um bairro próximo à universidade, ele relembra que desde a infância ia ao campus da instituição para se divertir.

“Eu queria muito fazer o meu curso de medicina na UFMT. Antes de ser instituição de ensino, era de lazer, porque passeava por ali e andava de bicicleta”.

Contrastando com a tranquilidade do filho em relação ao resultado do Enem 2015, a nutricionista Cláudia Borges ficou bastante preocupada, enquanto aguardava o resultado da avaliação.

Com medo de que o rapaz não conseguisse ser aprovado na UFMT, ela insistiu para que ele tentasse uma segunda opção.

“Eu era mais preocupada que ele e sempre falava pra estudar mais, porque ele era muito tranquilo em relação aos estudos. Pedi até para fazer um vestibular na particular, caso não passasse”, conta.

Apesar da insistência da mãe, Lucas explica que não gostaria de ir para outra universidade e faria cursinho durante todo o ano, para tentar novamente.



Estudante conta que escolheu Medicina pela importância da profissão



“Sempre admirei muito a UFMT, pois vários profissionais que conheço, assim como o meu pai, estudaram lá. Além disso, o curso de Medicina da instituição tem muito renome”, explica.

Sabendo do desejo do filho de ser aprovado no Sisu, a mãe do futuro universitário viveu dias de muita expectativa antes de o resultado ser divulgado.

“Ele fez uma pontuação muito boa, mas não tinha parâmetro para comparar. Na primeira parcial do Sisu, ele viu que estava em primeiro lugar e ficamos felizes. Mas a gente preferiu esperar o resultado final para comemorar, de fato, a aprovação”, lembra.

O diretor pedagógico Athos Aramis Pinto Guedes, que trabalha no colégio Maxi, onde o jovem estudou todo o ensino médio, acredita que o apoio dos pais foi fundamental para que o estudante tivesse um bom resultado no Enem.

“O homem é fruto do meio em que vive. Por isso é importante o aluno estar em um ambiente onde a família seja estruturada e dê incentivo para o estudo”, diz.

Para Athos Aramis, um desempenho positivo em avaliações, como o Exame do Ensino Médio, requer tempo para dedicação. Somente o “dom” e a facilidade de aprendizado não bastam, orienta.

“Para ser aprovado em uma prova como a do Enem, é necessário 90% de suor e 10% de coeficiente de inteligência (QI). O estudante precisa se esforçar”.

Conselho

Lucas irá começar as aulas de Medicina em junho, quando iniciar o primeiro semestre de 2016 da instituição. O calendário da UFMT segue atrasado em razão da greve do ano passado, que durou mais de quatro meses.

Aos alunos que também sonham em conseguir um boa colocação em um vestibular, ou mesmo no ENEM, o jovem aconselha a não deixar o nervosismo tomar conta durante a prova.

“Uma das principais coisas que o aluno que prestar o Enem tem que ter em mente é que eles devem ter segurança do que fizeram. Se eles se preparam do modo certo, é garantia de sucesso”, diz.

A boa preparação para os estudos é fundamental para uma boa nota na avaliação. Ele destaca que esclarecer todas as dúvidas e estar atento a temas da atualidade são itens imprescindíveis para obter um bom resultado.

“O estudante precisa sanar as dificuldades com os conteúdos e manter a tranquilidade, porque se a pessoa não tiver confiança em si mesma, não terá um bom desempenho na prova”, diz.

Fonte: VINÍCIUS LEMOS MídiaNews - Foto: Marcus Mesquita/MidiaNews

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