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Auditores pleiteiam mais de R$ 4 milhões de verba indenizatória

Secretário de Gestão, Júlio Modesto: é preciso dar uma destinação melhor à verba



Apesar do aperto financeiro por que passa o Governo de Mato Grosso, os auditores do Estado ainda esperam receber mais de R$ 4 milhões de “verbas indenizatórias” retroativas a novembro de 2014, época em que a Lei Complementar 550 foi assinada pelo então governador Silval Barbosa e, no final de seu mandato, concedeu a eles esse direito. 

A atual gestão passou a pagar essa verba, por pressão dos servidores, apenas em outubro de 2015. Os auditores, portanto, têm direito a receber o equivalente aos 11 meses que não foram pagos desde que a lei foi promulgada.

Pela lei, cada um dos 65 auditores deve receber R$ 5.625,00, todos os meses, além do salário médio superior a R$ 25 mil, a título de “verba de auxílio transporte e qualificação profissional, de forma compensatória ao não recebimento de diárias em deslocamento no território do Estado de Mato Grosso e ao custeio de aquisição de obras técnicas e cursos de aperfeiçoamento profissional (...)”.

O curioso é que os auditores, segundo eles mesmos, praticamente não viajam e, mesmo que passassem o mês inteiro viajando, mais vantajoso ao Estado – e, portanto, aos contribuintes - seria que recebessem a diária que os demais servidores recebem, de R$ 160.

Nesse caso, um auditor que viajasse todos os 30 dias do mês receberia R$ 4,8 mil – e não os R$ 5,6 mil que a lei prevê.

Segundo um auditor que não quis se identificar, mas faz parte da comissão que pleiteia o pagamento da verba, a função de auditoria, de fato, demanda poucas viagens, mas “é muito complexa e requer muito estudo, quase que diário”, afirmou.

“Diárias são muito poucas, mesmo. O auxílio é mais para formação continuada”, disse, sem querer especificar, por telefone, que tipo de cursos os auditores fazem e quanto eles custariam. “Agora que começamos a receber é que vamos ver que tipo de cursos podemos fazer”, informou.

Um levantamento realizado pelo MidiaNews, porém, mostra que os cursos mais caros nas áreas de controladoria, finanças e auditoria custam bem menos do que os R$ 5,6 mil recebidos religiosamente pelos servidores, façam eles cursos e viagens, ou não.

Um curso de Controladoria na Faculdade Anhanguera, por exemplo, tem uma mensalidade de R$ 249,99. Caso queira algo melhor, o auditor poderá fazer um MBA na Escola de Administração e Negócios (Esad), por R$ 861,00 ao mês.

Na BBS Business, uma escola de nível internacional, o MBA Executivo, que aborada essas áreas e muitas outras, a mensalidade não passa dos R$ 1.516,00. E se a opção for a mesma dos CEOs de empresas multinacionais com sede no Brasil, a Estação Business School oferece o seu MBA em Finanças e Controladoria por R$ 2.765,00 mensais. Esse foi o curso mais caro encontrado pela reportagem e sai por menos da metade da verba dos auditores.

Por fim, se a opção for estudar em Cuiabá, a Fundação Getúlio Vargas oferece o MBA em Gestão Financeira, Controladoria e Auditoria por R$ 941,56 mensais. As aulas começam no dia 25 de março. Nesse dia, os auditores já terão recebido o suficiente para quitar o curso de 18 meses, que à vista sai por R$ 18.429,00.

Procurado, o presidente da Associação dos Auditores do Estado, Marino Koch, disse que, apesar de seu cargo, não estava autorizado a falar pelos colegas. Disse também que poderia agendar, para a próxima semana, uma reunião com toda diretoria da associação para explicar de que modo é aplicada a verba indenizatória. Segundo ele, o nome correto do recurso é "verba compensatória".

De acordo com o secretário de Estado de Gestão, Júlio Modesto, estaria em estudo na Controladoria Geral do Estado uma forma melhor de utilizar essa verba, já que ela está na lei aprovada pela gestão passada e a obrigação do governo é pagá-la.

“Pessoalmente eu não vejo problema nesse valor, mas acho que muito deve ser feito para que ele seja melhor aproveitado”, afirmou.

Em relação ao pagamento dos valores retroativos, o secretário confirmou que auditores têm esse pleito e que a área econômica do governo “está estudando” uma forma de quitá-los.

Fonte: ORLANDO MORAIS JR MídiaNews - Foto: Bruno Cidades/ MidiaNews

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