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Funcionários da Funai trabalham em casa após ataques em sede de MT

Sede da Fundação Nacional do Índio (Funai), na cidade de Juína (MT) (Foto: Laysson Carvalho/JNMT)


A sede da Fundação Nacional do Índio (Funai), na cidade de Juína, a 737 km de Cuiabá, está fechada há quase uma semana desde que dois jovens, de 24 e 25 anos, foram sequestrados e mortos por indígenas da etnia Enawenê-nawê. Segundo funcionários da unidade, como retaliação às mortes, moradores depredaram a sede com tiros e atiraram pedras. Por conta do fechamento, os servidores são forçados a trabalharem em casa.

O G1 entrou em contato com a assessoria da Funai em Brasília, no entanto, não teve resposta sobre a situação em Juína. A Polícia Federal apura a morte e os demais acontecimentos na cidade, no entanto, decretou sigilo nas investigações. O delegado do caso, Hércules Ferreira Sodré, diz que identificou três suspeitos de envolvimento com o assassinato.

A PF também informou que até esta quarta-feira (16) não tinha sido notificada oficialmente pela Funai a respeito dos ataques no prédio. Entretanto, garantiu que uma delegacia especializada em crimes contra o patrimônio vai apurar o caso assim que for comunicada.

O clima na cidade é de hostilidade, desde o desaparecimento dos dois jovens, na quarta-feira (9) e a descoberta de que foram mortos, quando no sábado (12) os corpos das duas vítimas foram entregues pelos indígenas às autoridades.

Os ataques na sede da Funai ocorreram entre sábado e domingo (13) e também na segunda-feira (14). Não havia nenhum servidor no local no momento dos ataques.

“A sede foi fechada por questões de segurança. O local foi atacado três vezes com pedras, tiros e também tentaram colocar fogo. Estamos aguardando uma posição da Funai de Brasília sobre a possibilidade da Força Nacional fazer a segurança”, declarou um servidor da unidade.

Indígenas entregaram corpos das vítimas no final de semana (Foto: Laysson Carvalho/JNMT)


Conforme os funcionários, a sede da Funai em Juína tem 15 servidores. Com medo de sofrerem um novo ataque, os servidores trabalham nas próprias casas.

“Os tiros atingiram a fachada, os computadores e cadeiras. Se um servidor estivesse lá ia tomar um tiro nas costas e teria morrido. Não temos previsão de reabrir, os servidores estão trabalhando em casa. Pelo que vemos nas ruas, se os índios vierem para a cidade, podem sofrer retaliação [dos moradores]”, disse o servidor da Funai.

A suspeita é de que os próprios moradores tenham atacado a sede da Funai nos últimos dias. No entanto, nenhuma autoridade confirmou ou se pronunciou sobre o assunto. “[A sede] está fechada por conta do protesto [dos moradores]. Nós estamos atendendo a demanda, mas com receio da comunidade”, contou o motorista da Funai, Joacir Bokpekata.

Os servidores temem que um novo conflito possa acontecer, já que os indígenas, com frequência, circulavam nas proximidades da cidade antes dos assassinatos.

“Eles fazem o que bem entendem e ninguém faz nada. Então acho que falta atitude dos governantes. Os índios, dessa etnia, estão achando que são donos da BR-174 e acho injusto cobrar. O pedágio deve ser cobrado para manutenção das rodovias e não para benefício próprio”, criticou a operadora de caixa, Carme de Bortoli.

Genes Moreira dos Santos Júnior (à esquerda) e Marciano Cardoso Mendes (à direita) (Foto: Arquivo pessoal)


O caso

Os amigos Genes Moreira dos Santos Júnior, de 24 anos, e Marciano Cardoso Mendes, de 25, foram mortos entre quarta-feira e sábado após terem sido sequestrados por índios da etnia Enawenê-nawê.


Os dois foram sequestrados após uma desavença com os índios que cobravam pedágio na estrada, segundo acreditam as famílias das vítimas. Aos três dias de desaparecimento, os corpos dos amigos foram entregues à Polícia Civil e à PF por índios Enawenê-nawê. Eles marcaram um encontro com os policiais e compareceram com pinturas e trajes de guerra.

Os corpos dos amigos mortos na aldeia foram entregues já em estado de decomposição e os índios que os levaram afirmaram que várias pessoas na aldeia se envolveram com a execução. O caso gerou revolta na região de Juína, com novos bloqueios de rodovia.

Fonte: Denise Soares Do G1 MT


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