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Com dirigentes x montadoras, Fórmula 1 vive 'tentativa de golpe'

Bernie Ecclestone e Jean Todt


"A Ferrari não pode ser colocada de canto, de joelhos, sem dizer nada." Foi nesse tom dramático que o presidente da empresa, Sergio Marchionne, demonstrou com seu descontentamento com o desenrolar de uma briga política que pode mudar os rumos da Fórmula 1.

O promotor da categoria, Bernie Ecclestone, se uniu com o presidente da Federação Internacional de Automobilismo, Jean Todt, para acabar com o atual poder das fornecedoras de motores, que aumentou com a adoção de um regulamento que privilegia quem tem os melhores propulsores.

"Não queremos motores diferentes se não precisarmos. Caso contrário, é isso que vai acontecer", ameaçou Ecclestone. "Se as montadoras não concordarem, talvez a FIA terá de escrever as regras. Se eles gostarem, bom. Se não, sinto muito. Mas vocês terão a escolha de parar [de competir na F-1] ou podem julgar."

Entenda o 'golpe' de Ecclestone em capítulos

Capítulo 1: Ecclestone usa a Red Bull para ganhar apoio de Todt

As dificuldades da Red Bull, que dominou a Fórmula 1 antes que os atuais motores V6 turbo híbridos foram adotados, foram usadas como bode espiatório pelos dirigentes. A equipe ameaçou deixar a categoria caso não tivesse um propulsor competitivo.

O promotor Bernie Ecclestone, que sempre foi contra a atual tecnologia, convenceu o presidente da Federação Internacional de Automobilismo, Jean Todt, que já vinha preocupado com a situação financeira das equipes menores, de que as montadoras estavam com mais poder do que deveriam.

Começou, então, uma batalha por poder que explica a ameaça ferrarista.

Capítulo 2: Ferrari veta teto orçamentário para motores

O estopim para que Todt passasse a apoiar a briga de Ecclestone contra as montadoras foi em outubro, quando a Ferrari usou seu poder de veto para barrar uma medida que previa um teto orçamentário para os motores.

Capítulo 3: Montadoras derrubam proposta de motor alternativo

Mês passado, as montadoras obtiveram uma vitória na votação pela adoção de um motor alternativo, que competiria diretamente com os atuais V6 híbridos, algo proposto por Ecclestone e Todt para minar o poder que Ferrari, Mercedes, Renault e Honda têm hoje. Porém, as montadoras saíram da reunião com a missão de criar uma proposta conjunta para tornar a atual tecnologia mais acessível.

Capítulo 4: Ecclestone garante 'superpoderes' a Todt

Após a derrota, Ecclestone e Todt reagiram e garantiram no Conselho Mundial o poder de "fazer recomendações e tomar decisões sobre algumas questões importantes na Fórmula 1, como seu governo, unidades de potência e redução de gastos." Em outras palavras, os dirigentes armaram o bote para forçar mudanças nas regras de motores passando por cima das montadoras.

Capítulo 5: Ferrari ameaça barrar novas mudanças

Isso gerou a ira da Ferrari, que protestou contra a decisão. Marchionne, inclusive, chegou a chamar a proposta de permitir o retorno dos motores aspirados como "um insulto" devido aos gastos feitos pelas montadoras para desenvolver o atual motor.

Como pano de fundo, as equipes Sauber e Force India recentemente entraram com uma reclamação junto à União Europeia pedindo uma investigação na maneira como a Fórmula 1 divide seu dinheiro. Do lucro que chega a 1 bilhão de dólares ao ano, os times menores ficam com cerca de 25 milhões, dependendo de sua posição no mundial de construtores. Marchionne disse "entender muito bem" a situação precária de algumas equipes mas disse que isso "é algo que a FOM (entidade que cuida dos direitos comerciais da categoria, controlada por Ecclestone) tem de resolver. Não é problema da Ferrari."

Os próximos 'rounds' da briga devem acontecer em janeiro, quando acaba o prazo das montadoras para apresentar um plano de simplificação e diminuição do preço dos atuais motores. Caso Ecclestone e Todt não estiverem satisfeitos, a proposta do motor alternativo pode se tornar realidade a partir de 2017 ou 2018.

Fonte: Julianne Cerasoli Do UOL, em São Paulo - Foto: EFE/Jens Buettner

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