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Investimento necessário em rodovias de MT supera os R$ 2 bilhões, diz CNT

Pesquisa da CNT apontou mais 60% das estradas federais e estaduais de Mato Grosso com deficiências (Foto: Mayke Toscano/GCom-MT)



Divulgada nesta quarta-feira (4), a mais recente pesquisa anual da Confederação Nacional do Transporte (CNT) sobre a qualidade das rodovias federais e estaduais que cortam Mato Grosso apontou a necessidade de investimentos de aproximadamente R$ 2,38 bilhões para a reconstrução, a restauração e a manutenção dos mais de 2,7 mil quilômetros que apresentaram algum tipo de deficiência em 2015.

O levantamento aponta que, dos R$ 2,38 bilhões necessários, a maior parte - R$ 1,42 bilhão (ou 59,6% do total) - deve ser destinada a obras de manutenção de mais de dois mil quilômetros de trechos com pavimentação desgastada.

Já o restante do valor de investimento estimado serviria para obras de reconstrução de sete quilômetros de trechos totalmente destruídos ou restauração de 1.172 quilômetros de rodovias com defeitos tais como trincas, buracos, ondulações e afundamentos. Os valores de investimentos calculados são baseados em custos médios gerenciais do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit).

Estradas de MT

O panorama de carência de investimentos em obras é resultado da análise de 4.640 quilômetros de rodovias em Mato Grosso. Os pesquisadores da CNT avaliaram a qualidade do pavimento, da sinalização e a geometria das vias, bem como a existência de pontos críticos e os custos operacionais que elas representam para as empresas de transporte rodoviário.

De acordo com o levantamento, 60,2% das estradas federais e estaduais avaliadas em Mato Grosso podem ser consideradas de qualidade regular, ruim ou péssima. E, conforme estimativa da CNT, reverter esse cenário demandaria investimento tão alto que seu valor equivaleria a 14,4% do orçamento para o estado de Mato Grosso em 2016, estimado pelo governo em R$ 16,5 bilhões em projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA).

Governos estadual e federal já anunciaram este ano aportes de dinheiro para obras em estradas estaduais de Mato Grosso. Em julho o governo do estado anunciou que obteve sinal positivo do governo federal para a liberação de R$ 1,4 bilhão para investimentos em infraestrutura rodoviária, sendo R$ 250 milhões (10,5% do investimento total necessário apontado pela CNT) destinados à recuperação de 1.450 quilômetros de rodovias estaduais com pavimento degradado (de acordo com o o governo do estado, existem 2.465 quilômetros de estradas estaduais com deficiências no pavimento, número próximo ao divulgado pela CNT).

Estradas no estado carecem de R$ 2,38 bilhões em obras, diz CNT (Foto: Maria Anffe / GCom-MT)


O anúncio do investimento com verba federal, que deve ser realizado por meio do programa Pró-Estradas, foi feito após reunião do governador Pedro Taques (PSDB) e do secretário de Infraestrutura, Marcelo Duarte, com a Secretaria do Tesouro Nacional (STN). Antes disso, o governo anunciou em fevereiro o investimento de R$ 60 milhõespara a recuperação emergencial de rodovias estaduais e de pontes presentes nos trechos.

Levantamento

Além de demandarem investimentos altos para correção, as falhas encontradas nas estradas mato-grossenses atualmente são responsáveis por encarecer em 30,7% os custos operacionais do transporte rodoviário, segundo estimativa da CNT com base nos reflexos do pavimento de má qualidade – o qual reduz a segurança de passageiros e provoca maiores demandas de manutenção de veículos e combustíveis. 

Especificamente em relação ao pavimento, a CNT apontou que ele é de qualidade regular, ruim ou péssima em 43,35 dos trechos avaliados. Quanto à qualidade da sinalização de trânsito, o estudo reprovou 45,9% dos trechos. Por sua vez, a geometria das rodovias foi reprovada em 71,9% da extensão avaliada.

Os levantamentos da CNT já têm alertado os governos federais e estadual a respeito da má qualidade das estradas em Mato Grosso.

Em 2013, a confederação apontou que o trecho de estradas entre Cuiabá e o município de Alta Floresta, a 800 km de distância, era a sétima pior ligação rodoviária do país. No ano passado, os pesquisadores classificaram como problemáticos mais 85% em trechos de rodovias que cortam o estado. Este ano, levantamento voltado à infraestrutura de escoamento da produção agropecuária, a CNT considerou bons para o escoamento de grãos apenas dois trechos de rodovias em Mato Grosso.

Pesquisa da CNT apontou melhora em trechos sob concessão (Foto: Leandro J. Nascimento/G1)


Melhorias sob concessão

Em nota, a concessionária Rota do Oeste, empresa do grupo Odebrecht, informou que três trechos de estradas federais sob sua administração em Mato Grosso apresentaram melhoras na classificação de qualidade por parte da CNT em seu levantamento de 2015.

A Rota do Oeste lembrou que o segmento da rodovia federal BR-364/163 entre Cuiabá e o município de Jangada (a 82 quilômetros de distância) passou da classificação "ruim" para "regular". O trecho passou para a administração da concessionária em agosto deste ano.

Também houve mudança na classificação por parte da CNT nos trechos da rodovia BR-163 entre os municípios de Sorriso e Sinop (respectivamente a 420 e 503 quilômetros da capital) e entre o município de Rondonópolis (a 212 quilômetros) e a divisa com o estado de Mato Grosso do Sul. Em ambos os segmentos a classificação de qualidade do levantamento da CNT mudou de "regular" para "bom".

Fonte: Renê Dióz Do G1 MT
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