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É um perigo voltar à sociedade, diz Bassil ao manter prisão de Nadaf

Pedro Nadaf está preso desde 15 de setembro e teve pedido de HC negado 


Assim como Silval Barbosa (PMDB) e Marcel de Cursi, o ex-secretário estadual Pedro Nadaf seguirá preso no Centro de Custódia de Cuiabá, após voto do desembargador Rondon Bassil Dower Filho, nesta quarta (11), pela manutenção da prisão. Ele está na cadeia desde 15 de setembro, quando foi deflagrada a Operação Sodoma.

O relator Alberto Ferreira já havia negado a soltura de Nadaf, enquanto Pedro Sakamoto havia votado pela liberdade do ex-secretário. Bassil foi o último a proferir o voto. Segundo ele, cinco situações contribuíram para a decisão.

A primeira é a gravidade concreta da conduta de Nadaf, pois, segundo o desembargador, ele teria se articulado para receber, enquanto secretário e até mesmo após saída dos quadros do Estado, propina que totalizam mais de R$ 2 milhões na concessão indevida de incentivos fiscais.

O segundo ponto, conforme Bassil, é a importância na organização criminosa, na qual Nadaf dotado de prestígio no meio empresarial foi responsável por cooptar empresários para a prática ilícita, o que torna evidente sua periculosidade perante a sociedade mato-grossense.

A terceira situação diz respeito à necessidade de se evitar a continuidade dos crimes praticados pelo ex-secretário. “Há notícias de que Nadaf teria, em outra oportunidade, tendo como alvo empresas como JBS Friboi, adotado comportamento semelhante aos autos. Ele articulava concessão e, em contrapartida, recebia retorno, o chamado dinheiro ou imóveis de alto valor”, sustenta.

Bassil ainda cita que tal comportamento de Nadaf revela seu desprezo pela coisa pública. “É um perigo voltar à sociedade”. Neste sentido, ressalta que o ex-secretário seria incapaz de romper as relações construídas ao longo de décadas, enquanto gestor público e presidente da Fecomércio.

O quarto ponto, segundo o desembargador, seria o assédio e ameaça ao empresário e delator do esquema João Batista Rosa. Cita que Nadaf enviava mensagens via celular para o mesmo, e se valeu de pessoas comuns ao círculo de amizade para obter, junto ao delator, informações. “É uma forma de pressionar e forçar calar quem se dispõe a colaborar com a Justiça. Não é ameaça explícita, escancarada. Mas não deixa de ser ameaça, perspicaz”.

Por fim, a quinta situação relatada por Bassil é a necessidade de se desmantelar a organização criminosa e coibir novas infrações, sobretudo lavagem de dinheiro. “Primeiro que não foi arrecado valor, sequer foram identificados todos contemplados com movimentações bancárias suspeitas. É provável que Nadaf e outros tenham cometido outros delitos”. 

Quanto às medidas cautelares, o desembargador é enfático ao justificar que a ação penal proposta pelo Ministério Público sequer chegou à fase instrutória e não se mostra suficiente substituir a prisão por medidas cautelares. “Qualquer medida que não o afaste é incapaz de proteger o dinheiro público ou resguardar a instrução probatória”. Bassil conclui ao dizer que a manutenção da prisão é satisfatoriamente fundamentada e não há ilegalidade na mesma.

Fonte: Camila Cervantes RDNews - Foto: Reprodução
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