Publicidade 1
Publicidade 1

Publicidade 14

Publicidade 14

Publicidade 15

Publicidade 15

Publicidade 16

Publicidade 16

Publicidade 17

Publicidade 17

Publicidade 18

Publicidade 18

Publicidade 19

Publicidade 19

Publicidade 20

Publicidade 20

Publicidade 21

Publicidade 21

Publicidade 22

Publicidade 22

Publicidade 23

Publicidade 23

Publicidade 24

Publicidade 24

Publicidade 25

Publicidade 25
Home » » Militares protestam contra vale diário de R$ 18 para alimentação

Militares protestam contra vale diário de R$ 18 para alimentação

O tenente-coronel Wanderson Nunes, que comanda a Associação de Oficiais da PM e Bombeiros



Três associações ligadas à Polícia Militar e ao Corpo de Bombeiros de Mato Grosso divulgaram, nesta quinta-feira (22), nota de repúdio ao novo valor de vale para alimentação estabelecida pelo Governo do Estado aos servidores militares.

O decreto foi publicado no Diário Oficial que circulou ontem (22).

A medida, adotada pela Secretaria de Segurança Pública, estabelece o valor de R$ 18,18 para todas as refeições diárias dos militares em escala de serviço superior a 12 horas - ou seja, café da manhã, almoço e jantar.

O vale, conforme o decreto, será pago mediante verba indenizatória na folha de pagamento dos militares.

“O decreto não tem outra intenção que não seja prejudicar o já combalido serviço policial e de bombeiro do Estado de Mato Grosso, pois ele praticamente retira do policial militar e do bombeiro militar o direito de se alimentar dignamente quando de serviço”, dizem as associações, na nota.

De acordo com as entidades, o problema com a alimentação dos policiais e bombeiros é histórico e já vinha sendo alvo de várias reclamações da categoria junto à Sesp.

Eles recebiam o valor de R$ 100 por mês para custear suas alimentações diárias.

No início do ano, segundo as associações, o Governo se comprometeu a resolver a situação e prometeu repassar um cartão no valor de R$ 400 para a alimentação dos militares.

No entanto, segundo a nota, o Executivo não cumpriu com a promessa e ainda baixou o decreto, "sem se quer discutir com os servidores".

“O secretário Mauro Zaque, que não respeita ninguém, que não se dispõe a ouvir servidores e que recebe um auxilio alimentação no Ministério Público de R$ 1.350,00 por mês, arquitetou e engendrou um decreto que, ao invés de melhorar a situação dos policiais e bombeiros, vai sim, em um curto espaço de tempo, desmotivar toda a tropa”, afirma a nota.

As associações destacaram que o valor de R$ 18,18 do vale para alimentação é menor que o montante pago para as refeições dos presos.

“Pelo jeito, ele valoriza o preso, muito mais do que os policiais e bombeiros militares de Mato Grosso”, completa a nota.

As associações militaram destacaam, ainda, que o decreto obriga o militar a prestar contas do valor recebido, porque é caracterizado como indenização.

"Assim, o oficial precisa pagar a refeição, para somente depois ser ressarcido da despesa", afirma.

Por fim, as associações convocaram os militares para uma assembleia-geral na próxima na próxima sexta-feira (30), para tomarem uma decisão sobre o assunto.

Outro lado

A assessoria de imprensa da Sesp informou que o secretário Mauro Zaque está em viagem e que, oportunamente, emitirá uma nota a respeito do assunto.

Veja a íntegra da nota das associações da PM e do Corpo de Bombeiros:

“Na manhã desta quinta-feira, nós dirigentes das associações dos militares estaduais (ASSOF, ASSOADE e ACSPMBM-MT) fomos surpreendidos pelo famigerado “decreto da fome”.Isso mesmo, decreto da fome. Esse é o nome do decreto do Estado de Mato Grosso, n. 304 de 21 de outubro de 2015, que dispõe sobre o fornecimento de alimentação aos servidores militares estaduais.

Confeccionado nos porões da Secretária de Estado de Segurança Pública, o decreto n. 304 de 21/10/2015, não tem outra intenção que não seja prejudicar o já combalido serviço policial e de bombeiro do Estado de Mato Grosso, pois ele praticamente retira do Policial Militar e do Bombeiro Militar, o direito de se alimentar dignamente quando de serviço.

O problema com a alimentação dos policiais e bombeiros militares de Mato Grosso é histórico e nos últimos anos, vinha se avolumando, pois, os comandantes das unidades recebiam do governo do Estado, o valor irrisório de R$ 100,00 (cem reais) por mês para cada policial e tinha a obrigação de fornecer alimentação diária, com café, almoço e janta para todos os militares de serviço. É óbvio, que esse valor não era suficiente e as reclamações tanto de comandantes quanto de policiais eram constantes e já estavam ficando insuportável.

No início do ano, surgiu uma luz no fim do túnel, o governo passou a alardear que finalmente tinha detectado as deficiências na verba alimentar dos policiais e bombeiros e iria corrigir isso, instituindo um cartão alimentação, com o valor de R$ 400,00 (quatrocentos reais) por mês. Para a nossa surpresa, não foi nada disso que ocorreu.

O que ficamos sabendo é que o encastelado Secretário de Segurança Pública – Mauro Zaque, que não respeita ninguém, que não se dispõe a ouvir servidores e que recebe um auxilio alimentação no ministério público de pasmem, R$ 1.350,00 (mil trezentos e cinquenta reais) por mês, arquitetou e engendrou um decreto que ao invés de melhorar a situação dos policiais e bombeiros, vai sim, em um curto espaço de tempo, desmotivar toda a tropa.

Com o valor de R$ 18,18 (dezoito reais e dezoito centavos) por dia para tomar café, almoçar e jantar, o auxilio alimentação pensando pelo Secretário de Segurança Pública, é infinitamente menor que o valor pago aos presos. Pelo jeito ele valoriza o preso, muito mais do que os policiais e bombeiros militares de Mato Grosso.

O auxilio alimentação instituído pelo douto secretário, só dá direito ao policial de se alimentar, se ele trabalhar em uma escala de serviço superior a doze horas ininterruptas de serviços. É mole ou quer mais? E não para por aí não, o famigerado “decreto da fome”, que se caracteriza como uma verdadeira facada nas costas dos policiais e bombeiros militares de Mato Grosso, ainda obriga o militar a prestar contas do valor recebido, pois o valor, é caracterizado como indenização, portanto você precisa, trabalhar, pagar sua refeição, para somente depois ver ressarcida a sua despesa.

Prezado Secretário, considerando que você não teve o menor respeito com as nossas instituições e não se dignou a discutir com os representantes da categoria, o direito à alimentação do policial e bombeiro de serviço, nós dirigentes da Associação dos Oficiais (ASSOF), da Associação dos Subtenentes e Sargentos (ASSOADE) e da Associação de Cabos e Soldados (ACS), estaremos convocando para a próxima sexta-feira (dia 30 de outubro de 2015), uma assembleia geral da categoria para verdadeiramente ouvirmos os policiais e bombeiros militares que dão a vida, para proteger a sociedade Mato-Grossense.

Tenente-coronel Wanderson Nunes Siqueira - Associação dos Oficiais da Polícia Militar

Subtenente Luciano Esteves - Associação dos Subtenentes e Sargentos

Cabo Adão Martins - Associação de Cabos e Soldados"

Fonte: THAIZA ASSUNÇÃO MídiaNews - Foto: MidiaNews

Espalhe por ai :
Copyright © Barra News - Todos os direitos reservados
Barra do Bugres - Mato Grosso - Brasil

Qualquer material nao pode ser publicado, transmitido, reescrito ou distribuido sem autorização