Publicidade 1
Publicidade 1

Publicidade 14

Publicidade 14

Publicidade 15

Publicidade 15

Publicidade 16

Publicidade 16

Publicidade 17

Publicidade 17

Publicidade 18

Publicidade 18

Publicidade 19

Publicidade 19

Publicidade 20

Publicidade 20

Publicidade 21

Publicidade 21

Publicidade 22

Publicidade 22

Publicidade 23

Publicidade 23

Publicidade 24

Publicidade 24

Publicidade 25

Publicidade 25
Home » » Início da operação de Belo Monte é adiado pela segunda vez

Início da operação de Belo Monte é adiado pela segunda vez

Obras do chamado Sítio Pimental, casa de força complementar de Belo Monte. (Foto: Divulgação/Norte Energia)


O início da operação da hidrelétrica de Belo Monte foi adiado pela segunda vez. A informação foi confirmada ao G1 pela Norte Energia, consórcio responsável pela construção da usina, no rio Xingu, no Pará.

O contrato de concessão de Belo Monte prevê que a geração de energia deveria começar em 28 de fevereiro de 2015. A Norte Energia não conseguiu cumprir o prazo, que foi adiado para novembro de 2015.

Na quarta (28), o consórcio informou oficialmente que o prazo de novembro será descumprido e, portanto, o início da operação da usina, maior projeto na área de energia elétrica no país, foi novamente adiado. A empresa não informou a nova previsão para que a primeira turbina seja ligada.

Para a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o início da operação deve ocorrer em fevereiro de 2016.

O contrato de concessão estabelece que a Norte Energia pode ser multada e até perder a concessão de Belo Monte, no caso de descumprimento do cronograma. A aplicação dessas penalidades, porém, depende da abertura de um processo administrativo pela Aneel e a comprovação de que a concessionária realmente foi responsável pelos atrasos.

Razões do atraso

A Norte Energia diz que o novo atraso se deve à não emissão, pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), da Licença de Operação da usina. Sem ela, o consórcio não tem permissão para acumular água no reservatório para gerar energia. Se a autorização fosse dada hoje, seriam necessários cerca de 45 dias para o enchimento.

“A Norte Energia aguarda apenas a emissão da LO [Licença de Operação]. É importante ressaltar que todos os itens apontados pelos órgãos competentes estão concluídos, o que já foi informado por meio de registros fotográficos, mapas e informações adicionais sobre essas obras e ações. A empresa espera a manifestação dos órgãos competentes apenas”, informou o consórcio.

Exigências descumpridas

O diretor de Licenciamento Ambiental do Ibama, Thomaz Miazaki de Toledo, informou, em nota, que o consórcio não comprovou o cumprimento de algumas condicionantes para a emissão da licença.

“A Licença de Operação (LO) não foi emitida porque o Ibama identificou pendências impeditivas”, disse. “Uma vez atendidas as condicionantes exigidas no licenciamento, o empreendimento estará apto para receber a LO”, completa a nota.

Entre as pendências listadas pelo Ibama estão obras rodoviárias (implantação de pontes e recomposição de estradas) na região onde Belo Monte; conclusão de obras de saneamento em comunidades locais; e conclusão do remanejamento de populações atingidas pela obra.

A Norte Energia afirmou que cumpriu as condicionantes listadas pelo Ibama e que já enviou ao órgão documentação comprovando isso. 

Risco de multa e até de perda da concessão

Os atrasos atingem o chamado Sítio Pimental, casa de força complementar de Belo Monte, que ao todo terá 6 turbinas e capacidade para gerar 233,1 MW (megawatts), cerca de 3% de toda a eletricidade que será produzida pela hidrelétrica em sua capacidade máxima.

Já o Sítio Belo Monte, que responderá por 97% da eletricidade do empreendimento (11 mil MW), não registra atraso, segundo a Norte Energia. A entrega da energia aos clientes está prevista para começar em março de 2016.

O cronograma do contrato de concessão prevê que 5 das 6 turbinas de Pimental deveriam estar em operação em novembro de 2015, gerando um total de 194,25 MW. Essa energia foi vendida pela Norte Energia a distribuidoras.

Como não vai produzir a energia, o consórcio pode ser obrigado a comprá-la no mercado à vista, de outras geradoras, e entregar aos clientes. Isso pode provocar um prejuízo milionário à empresa, pois a eletricidade no mercado à vista é mais cara.

“É importante destacar que a eventual instauração de processo administrativo punitivo por atraso no cronograma de implantação da UHE Belo Monte estará condicionada à avaliação sobre se o atraso foi motivado por caso fortuito, força maior ou ato do poder público”, informou a Aneel, em nota.

Primeiro adiamento

Um atraso de 441 dias nas obras de Belo Monte levou ao descumprimento do contrato de concessão da hidrelétrica, que previa o início da sua operação em fevereiro. A Norte Energia alega que não foi responsável e chegou a pedir à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) o perdão do atraso, o que foi negado.

De acordo com o consórcio, dificuldades em obter licença ambiental, demora na emissão de declarações de utilidade pública de áreas necessárias à implantação do projeto, paralisações dos trabalhos determinadas por decisões judiciais, invasões dos canteiros de obra por ribeirinhos e indígenas da região, além de greve de funcionários, provocaram o atraso.

Fonte: Fábio Amato Do G1, em Brasília
Espalhe por ai :
Copyright © Barra News - Todos os direitos reservados
Barra do Bugres - Mato Grosso - Brasil

Qualquer material nao pode ser publicado, transmitido, reescrito ou distribuido sem autorização