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Família de travesti assassinada por motoqueiro cobra Justiça

Letycia Santos Ignácio, de 21 anos, foi assassinada (Foto: Arquivo pessoal/ Vilma Maria da Silva)


A família da travesti Leticya Santos Ignácio, de 21 anos, assassinada a tiros no dia 12 deste mês, em São Bernardo do Campo (SP), cobra a punição dos responsáveis pelo crime. O corpo da jovem está sendo velado nesta quarta-feira (21), em Matupá, sua cidade natal, localizada a 692 km de Cuiabá. A Polícia Civil de São Bernardo do Campo informou que a jovem foi morta supostamente durante uma abordagem para um programa sexual.

O velório e o sepultamento devem acontecer nesta quarta-feira, no Cemitério Municipal da cidade. O translado do corpo dela foi acompanhado pela mãe.

Leticya foi morta no centro de São Bernardo. Segundo a Polícia Civil daquela cidade, a travesti foi baleada na testa por um motoqueiro, que teria se aproximado dela requisitando um programa. A polícia ainda não sabe a motivação do crime.

A travesti Leticya morava em São Paulo havia dois meses e, segundo a avó, foi para a cidade paulista após uma proposta de trabalho. “Minha neta recebeu, há algum tempo, uma proposta de uma pessoa para trabalhar em um salão de beleza como maquiadora. Eu pedi tanto para ela ficar [em Matupá], mas ela estava sem emprego e queria muito ir”, conta a avó Vilma Maria da Silva.

Sem muito contato com Leticya durante este período, a parente revela que só descobriu que a neta fazia programa após a notícia da morte. “Conversei com uma pessoa que conhecia minha neta e ela acabou me revelando que na verdade ela fazia programa na cidade. Com certeza ela foi enganada, mentiram para ela [sobre a proposta de trabalho]”, relata.

A avó da jovem afirma que se sentiu muito mal com a notícia e que ainda não aceita o que aconteceu. “É uma parte de mim que foi embora. Ela foi criada comigo, é minha menina. Não sabemos nem o que fazer. Só que queremos um funeral digno, trazê-la para perto da gente porque ela era muito carinhosa”, lamenta.

Sobre a investigação do crime, ela diz que aguarda a punição dos autores. “Nesse momento, só espero que as pessoas envolvidas sejam identificadas e presas. E que terminem essas falsas promessas de trabalho. Fizeram isso com ela porque ela era muito bonita”, afirma.

Para realizar o translado do corpo de Leticya, a família chegou a realizar uma campanha na cidade, que acabou não sendo concluída por causa da urgência da situação. Os familiares da vítima fizeram um empréstimo para conseguir com que a mãe da jovem viajasse até São Paulo para conseguir liberar o corpo da vítima.

Leticya tinha duas irmãs e dois irmãos e era a mais velha deles. Ela morava com a avó em Matupá. Segundo a avó, a jovem viajou para São Paulo para tentar uma vida melhor. “A gente sempre foi pobre. Ela decidiu viajar por causa disso, mas, falei para ele que fome não iríamos passar. Chegou a dizer que, se não desse certo, voltaria. Tinha a vida toda pela frente. Não fazia mal a ninguém. Quero que a pessoa pague pelo que fez com ela”, disse, emocionada.

Investigação

De acordo a delegada Teresa Alves de Mesquita Gurian, da 1ª Delegacia de Polícia de São Bernardo, a investigação ainda está em fase inicial e as circunstâncias e motivações do crime ainda estão sendo apuradas.

“Nós [polícia] já ouvimos algumas amigas próximas da vítima, mas temos poucas informações. O que sabemos é que ela foi abordada por um homem e em uma moto, provavelmente procurando um programa sexual, e que após algum fato ele acabou efetuando um disparo contra ela”, explica a delegada.

Segundo Teresa Alves, os disparos acertaram a testa da jovem que morreu no hospital. Nada de Leticya foi levado, o que leva a polícia a crer que não se tratou de um latrocínio.

“Não fechamos nenhuma linha de investigação. A única coisa que sabemos é que nenhum objeto pessoal dela foi levado. Ainda devemos tentar verificar as imagens de câmeras de segurança próximas ao local e tentar ouvir mais testemunhas”, conta.

Fonte: Do G1 MT
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