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Após choro de colega, Zymler diz que ministros do TCU recebem ameaças

Ministro do TCU, Benjamin Zymler, fala sobre "pedaladas fiscais" (Foto: Amanda Sampaio/G1 MT)


O ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Benjamin Zymler, declarou que o período de análise das contas da presidente Dilma Roussef (PT) foi tenso no órgão de controle e que os ministros receberam e ainda recebem ameaças.

“O ministro Augusto Nardes [relator das contas], com certeza, protagonizou o processo e não posso falar por ele, mas todos os ministros receberam e-mails com ameaças”, afirmou, durante coletiva nesta sexta-feira (30), em Cuiabá. Zymler ministrou uma palestra sobre a Lei da Ficha Limpa durante o 5° Fórum de Contabilidade Pública, na capital.

Nardes, relator das chamadas “pedaladas fiscais”, chorou durante uma palestra no Rio de Janeiro na quinta-feira (29) ao falar sobre contas públicas e citou as ameaças que vem sofrendo. Segundo ele, o TCU trabalha com vários temas, mas a questão das contas públicas mobilizou mais a sociedade, por isso as ameaças.

No entanto, ele considera as ameaças uma participação da sociedade de um estado democrático normal. Para ele, a postura adotada pelo tribunal com a proposta de rejeição das contas de 2014 da presidente passou para a sociedade uma mensagem de que as contas devem ser transparentes, devem refletir adequadamente as receitas e as despesas.

Em sua opinião, as regras simples de equilibrar receitas e despesas já estão surtindo efeitos, já que o governo já começa a reconhecer um déficit primário em 2015. “Um orçamento para 2016 já pode ser feito também de forma mais transparente, incorporando todas essas parcelas de débitos do governo”, destacou.

“O efeito final, apesar da tensão de tudo que aconteceu é muito positivo, é buscar a regularização fiscal, a realizar um orçamento, a previsão e a execução orçamentária de forma muito transparente buscando a regularização das práticas administrativas, orçamentárias e fiscais no Brasil”, disse. “Eu recebi sim e-mails, mas nem tive a oportunidade de ler todos, eram muitos. Mas encaro isso com muita normalidade”, comenta.

Ficha Limpa

Durante a coletiva, Benjamin Zymler destacou a importância de uma das hipóteses de inelegibilidade trazida pela Lei da Ficha Limpa, onde àqueles que tiveram as contas julgadas irregulares de forma irrecorrível por ato doloso de improbidade administrativa nos oito anos antes do pleito.

O TCU entrega à Justiça Eleitoral uma lista com aqueles que tiveram suas contas julgadas irregulares. “Já temos algo em torno de 7 mil pessoas que se tornaram ou têm um potencial de se tornarem inelegíveis nas eleições passadas de 2014. E ainda há as listas dos 33 tribunais de contas estaduais. Então o número de inelegíveis sobe a valores expressivos”, explicou.

Ele destacou que a grande expectativa da Lei da Ficha Limpa é criar uma cultura política eleitoral mais transparente, que o acesso aos cargos políticos seja baseado em critérios que levam em conta o passado do candidato, a probidade no trato da vida pública.

Os próximos passos são acompanhar os efeitos concretos dela. Ele cita como exemplo uma cultura eleitoral praticada no Brasil de que quando alguém da família se torna inelegível, candidatam-se no lugar a esposa, o filho ou o genro. Mas, em muitos casos, a Lei está alcançando toda uma família.

“Eu acho que o efeito é visível, mas ele vai se dar a longo e médio prazo. E uma das coisas que estamos esperando é de que forma a Lei da Ficha Limpa repercute na diminuição dos atos de corrupção de improbidade administrativa”, afirmou.

Fonte: Amanda Sampaio Do G1 MT
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